
HISTRIA ANTIGA

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil



A IMPORTNCIA DO RIO NILO PARA A HISTRIA ANTIGA

Para Herdoto, historiador grego, o Egito era uma "ddiva do Nilo". O Nilo foi o bero de uma das mais brilhantes civilizaes do Oriente Antigo: a egpcia. Sob
o governo teocrtico dos faras, o antigo Egito construiu sistemas de canais de irrigao, edificou templos e pirmides, mumificou os mortos, desenvolveu a escrita
hieroglfica e realizou a primeira reforma religioso monotesta da histria da humanidade.
"Salve,  Nilo"!,  tu que te manifestaste sobre esta terra e que vens em paz para dar vida ao Egito. Regas a terra em toda a parte, deus dos gros, senhor dos peixes,
criador do trigo, produtor da cevada...Ele traz as provises deliciosas, cria todas as boas cousas,  o senhor das nutries agradveis escolhidas. Ele produz a
forragem para os animais, prov os sacrifcios para todos os deuses. Ele se apodera de dois pases, e os celeiros se enchem, os entrepostos regurgitam, os bens dos
pobres se multiplicam; torna feliz cada um conforme seu desejo... No se esculpem pedra nem esttuas em tua honra, nem se proferem palavras misteriosas para teu
encantamento,
No se conhece o lugar onde ele est. Entretanto, governas como um rei cujos decretos esto estabelecidos pela terra inteira, por quem so bebidas as lgrimas de 
todos os olhos e que  prdigo de tuas bondades. 

Este cntico, composto h mais de dois milnios, exalta a importncia do Nilo para a vida do Egito antigo, e segundo Herdoto, o Egito era "uma ddiva do Nilo". 
O Nilo nascia no lago vitria, no corao da frica equatorial, percorria o deserto da Nbia (atual Sudo) e desembocava, em forma de delta, no Mediterrneo. Segundo 
Burns, o vale do Nilo se prolongava por uma extenso de 1.150 km, cuja largura variava de um mnimo de 16 km a um mximo de 50 km, com uma rea de 26000 km2, correspondente 
 do Estado de Alagoas. As chuvas anuais, que caam em suas nascentes, faziam transbordar o Nilo, que depositava s suas margens o limo que fertilizava a terra negra, 
adubada pelo hmus, para o milagre da vida. Esta faixa de terra estreita e frtil seguia o curso do rio e era, por sua vez, cercada por escarpas e penhascos que 
chegavam a atingir a altura de 300 m.

A EVOLUO HISTRICA DO EGITO 
O Oriente prximo foi povoado entre o quinto e o terceiro milnio antes de Cristo por populaes de origens diversas: Os Hamitas, os Semitas que miscigenando-se 
com os Hamitas, deram origem aos egpcios. Os Semitas vieram da pennsula da Arbia e povoaram a Mesopotmia, a Sria e a Palestina, deles se originando os Caldeus, 
os Assrios, os Fencios e os Hebreus. Os indo-europeus emigraram das terras da Europa Oriental, situadas ao norte do Mar Negro, e foram os ltimos a chegar no Oriente 
Prximo. Fixaram-se nos planaltos da Anatlia e do Ir, dando origem aos Hititas, Medos e Persas.

SEU POVOAMENTO POR TRIBOS NMADES E A DIVISO DE SUA HISTRIA

Situava-se a nordeste da frica, entre a primeira catarata e o delta do Nilo. Os limites de seu territrio eram: o Mediterrneo, ao norte; a Nbia, ao sul; o deserto 
do Saara, a oeste; e o istmo de Suez e o mar Vermelho, a leste. No perodo Neoltico, cerca de 4000 antes de Cristo., tribos nmade-pastoris vindas do deserto do 
Saara e da Pennsula da Arbia chegaram ao vale do Nilo. As inundaes anuais e a fertilidade do solo levaram essas tribos  sedentarizao, ao desenvolvimento da 
agricultura e das tcnicas de irrigao.  Data dessa poca o incio da histria do Antigo Egito que, de grosso modo, dividiu-se em cinco perodos: Pr-dinstico, 
Antigo Imprio, Mdio Imprio, Novo Imprio e Renascimento Sata.

1- PERODO PR-DINSTICO (4000 - 3200 A C.)

Neste perodo, o Egito no possua unidade poltica e seus habitantes ainda no estavam sujeitos  autoridade de um governo centralizado. No havia um estado organizado, 
submetido ao poder de um nico soberano. Com o tempo, as atividades agrcolas tornaram necessria a realizao de obras coletivas, como a drenagem de pntanos e 
a construo de canis de irrigao.

OS TRABALHOS COLETIVOS DE REGADIO, A ORGANIZAO DOS NOMOS E OS REINOS DO ALTO E DO BAIXO EGITO.

A edificao de diques, represas e barragens para controlar as inundaes ou reter as guas do Nilo passaram a exigir tambm a cooperao de um grande nmero de 
trabalhadores. A necessidade de somar foras e dividir o trabalho levou as tribos egpcias a se agruparem em unidades polticas maiores, os nomos, que tinham por 
divindade comum um totem e, por chefe, um nomarca. O surgimento dos nomos levou a um lento processo de centralizao do poder que culminou, em 3500 a .c. com a formao 
de dois reinos: o Alto e o Baixo Egito. O primeiro situava-se ao sul, prximo  catarata; o segundo, ao norte, na regio do delta. Seguiu-se um perodo de guerras, 
entre eles, que s terminou em 3200 a.c.., com a unificao dos dois reinos. A realizao da unidade poltica do pas foi atribuda a Menes, considerado o fundador 
do Antigo Imprio e o primeiro fara da histria do Egito.

O ANTIGO IMPRIO (3200 - 2300 a .c)
       O surgimento de um estado centralizado, em 3200 a.C., propiciou a organizao de um trabalho coletivo que, atravs de grandes obras pblicas, possibilitou 
 sociedade egpcia um maior domnio sobre a natureza. No governo das duas primeiras dinastias, a capital do imprio estava localizada ao sul, em Tinis. Mais tarde, 
a busca de uma maior integrao entre as regies do delta e do vale levou os faras da terceira dinastia a transferir a capital para o norte, em Mnfis. 

O ESTADO CENTRALIZADO DOS FARAS, AS GRANDES PIMIDES DE GIZ E O DESAPARECIMENTO DO ANTIGO IMPRIO.
 
O Antigo Imprio atingiu, ento, o apogeu. O Estado egpcio era pacifista e dedicado  execuo de obras de drenagem e irrigao, que impulsionaram o desenvolvimento 
da agricultura. Essa poca de paz e prosperidade permitiu aos faras da Quarta dinastia - Quops, Qufren e Miquerinos - a construo das grandes pirmides de Giz, 
nas proximidades de Mnfis. 
No governo da Sexta dinastia, comeou a decadncia do Antigo Imprio. A nobreza e o clero haviam sido, durante sculos, os pilares de sustentao do poder faranico 
no antigo Egito. Receberam em troca doaes de terras, isenes de impostos e cargos administrativos, que aumentaram progressivamente seus poderes pessoais. Isso 
ocasionou o enfraquecimento da autoridade dos faras e o fortalecimento da influncia dos nomarcas e sacerdotes. Sobreveio uma fase de anarquia, que culminou com 
a invaso do Egito por tribos nbias e asiticas. O imprio dividiu-se em quatro centros polticos: Delta, Mnfis, Heraclepolis e Tebas. Essa poca de regresso 
feudal, entre o Antigo e o Mdio Imprio, durou cerca de dois sculos e ficou conhecida como Primeiro Perodo Intermedirio.

MDIO IMPRIO (2100 - 1780 a . C.)

No governo da Sexta dinastia, ocorreu o restabelecimento da unidade e da centralizao poltica, que caracterizou o incio do Mdio Imprio. Seu apogeu verificou-se 
na 12  dinastia, cujo maior representante foi o fara Amenemat III, construtor da represa Fayum.

A RESTAURAO DA UNIDADE POLTICA, A EXPANSO DAS ATIVIDADES COMERCIAIS E O FIM DO MDIO IMPRIO.

Neste perodo foram estabelecidas relaes comerciais com a Fencia, Sria e Creta. A Nbia, de onde vinham o ouro e o marfim, foi conquistada por Sesstris II. 
O princpio da imortalidade da alma, at ento privilgio dos faras e da famlia real, foi estendido a todo o povo, em conseqncia de uma revolta camponesa. Com 
a 13 dinastia, comeou a decadncia do Mdio Imprio, que culminou com a invaso dos hicsos, em 1785 a. C. A vitria dos invasores deveu-se  utilizao de armas 
de ferro, do cavalo e do carro de guerra, que eram desconhecidos pelos egpcios, naquela poca. A conquista do Egito pelos hicsos assinalou o fim do Mdio e o incio 
do segundo Perodo Intermedirio.

NOVO IMPRIO (1580 - 1090 a . C.)

Com a expulso dos hicsos, realizada pelo fara Amsis I, fundador da l8 dinastia, comeou a histria do Novo Imprio. Este perodo, que se estendeu at o governo 
da 20 dinastia, representou o apogeu da histria do Egito antigo.

O APOGEU DA CIVILIZAO EGPCIA: TUTMS III, O MILITARISMO E O EXPANSIONISMO DO NOVO IMPRIO 

A antiga poltica isolacionista e pacifista cedeu lugar ao militarismo e ao expansionismo. Tutms III, fara guerreiro, conquistou a Nbia, a Etipia, a Palestina, 
a Sria e a Fencia, estendendo as fronteiras do Imprio, do rio Eufrates  Quarta catarata do Nilo. As campanhas militares desse fara foram imortalizadas nos baixos-relevos, 
esculpidos nas paredes do Templo de Amon, em Carnac

AMENOTEP IV, O FARA HERTICO, E A TENTATIVA DE UMA REFORMA RELIGIOSA MONOTEISTA. O CULTO AO deus SOLAR TON.

Por volta de 1375 a C., o fara Amenotep IV realizou, no Egito, kum reforma religiosa monotesta e instaurou o culto ao deus . ton, simbolizado pela imagem do disco 
solar. Amenotep IV adotou o nome Ikhnton (servidor de ton), e construiu a cidade de Aquetton, para onde transferiu a capital do imprio . A par de seus aspectos 
religioso, a reforma de ikhnton foi uma tentativa de restaurar a autoridade poltica dos faras, enfraquecida  pelo poder dos sacerdotes de Tebas.  provvel que 
essa reforma monotesta representasse, tambm, o esforo de criao de uma religio universalista, que integrasse ao Imprio Egpcio os povos conquistados, uma vez 
que o sol era uma divindade comum a todo o Oriente. Aps a morte de Ikhnton, o clero tebano realizou uma contra-reforma, restaurando o politesmo e o culto a Amon.

VEJA, A SEGUIR, UM TRECHO DO HINO AO SOL, COMPOSTO PELO PRPRIO IKHNTON:

"Belo  o teu amanhecer no horizonte do cu,  vivente ton, princpio da vida! Quando te levantas no Oriente, enches todas as terras com a tua beleza. s belo, 
grande e cintilante. Quando te pes no horizonte ocidental, na terra est em trevas como morta. Todos dormem em seus aposentos, as cabeas se cobrem. Mas, brilha 
a terra quando de novo te ergues, as rvores e as plantas florescem e os pssaros gorjeiam nos pntanos. Quo mltiplas so as tuas obras,  nico deus, cujos poderes 
nenhum outro possui.Criador do grmen da mulher, criador da semente no homem. Quando te ergues, tudo vive. Quando desapareces, tudo morre. Tu formaste o mundo. Vive 
florescente por todo o sempre". 

O FARA RAMSS II E A GUERRA COM OS HITITAS, A INVASO ASSRIA E O DESAPARECIMENTO DO NOVO IMPRIO .

Ramss II foi o ltimo dos grandes faras do Novo Imprio. Retomou a poltica expansionista de Tutms III, e entrou em guerra com o Imprio Hitita. Essa guerra terminou 
com um tratado, que estabelecia uma fronteira comum no rio Orontes e um condomnio dos dois Imprios sobre a sia. Com a l9 dinastia, comeou o declnio do Novo 
Imprio, enfraquecido pelas campanhas militares. A partir de ento, o Egito foi invadido sucessivamente pelos "povos do mar", lbios, nbios, etope e finalmente, 
conquistado em 670 a C. pelos assrios.   

O RENASCIMENTO SATA (662 - 525 a . C.)

Em 662 a.C. , Psamtico I, fundador da 26  dinastia, expulsou os assrios e restaurou a independncia do Egito, fixando a capital do imprio na cidade de Sas, 
A civilizao egpcia recuperou seu passado esplendor, durante um curto perodo, pela ltima vez na Histria antiga.

OS FARAS PSAMTICO I E NECAO, A INVASO PERSA, O FIM DO RENASCIMENTO SATA E O DOMNIO ESTRANGEIRO.

A obra restauradora de Psamtico prosseguiu com o fara Necao, que reconstruiu o canal que ligava o rio Nilo ao mar Vermelho. Sobreveio logo depois o colapso final: 
em 525 a . C., o fara Psamtico III foi derrotado por Cambises na batalha de Pelusa e o Egito conquistado pelo Imprio Persa. O domnio persa chegou ao seu fim 
em 33l a. C., com a incorporao do Egito ao imprio de Alexandre. Com a morte deste, em 323 a C., o imprio foi dividido e deu origem aos reinos helensticos. O 
Egito foi, a partir de ento, governado pela dinastia Ptolomaica at que, em 30 a . C., transformou-se em provncia do Imprio Romano.
 
A ECONOMIA, A SOCIEDADE E CULTURA EGPCIA 

a - A  Economia Egpcia;
A cultura de regadio foi a mais importante atividade econmica do Egito antigo. Esta economia agrcola baseava-se num complexo sistema hidrulico de diques, canais, 
audes, represas e comportas que controlavam as guas do Nilo e mantinha a fertilidade da terra. O trigo, o algodo, a cevada, a lentilha e a uva eram os principais 
produtos. As atividades pastoris, por sua vez, baseavam-se na criao de bovino, sunos, caprinos e ovinos. O comrcio desenvolveu-se a partir do Mdio Imprio e 
atingiu o apogeu durante o Novo Imprio, em decorrncia da poltica expansionista  dos grandes faras. Como j foi dito, as trocas eram realizadas principalmente 
com a Fencia, a Sria, a Palestina, a Ilha de Cretas. Os produtos de exportao era o trigo, cevada, tecidos, e cermica; os produtos importadados eram os metais 
preciosos, madeira e marfim. Ao lado do comrcio, desenvolveram-se tambm o artesanato e a manufatura, cujos ramos mais importantes eram a produo de vidro, tecidos 
e cermica.
b- A Sociedade Egpcia
A Sociedade de castas do Egito antigo era imobilista e hierarquizada: as profisses, cargos ofcios e funes eram geralmente transmitidos por hereditariedade. A 
pirmide social era constituda por castas superiores, mdias e inferiores. As castas superiores eram formadas pela famlia real, os sacerdotes e a aristocracia; 
vinham logo abaixo os escribas (funcionrios pblicos), os comerciantes e os artesos; e, finalmente, as castas inferiores que abrangiam a maior parte da populao 
e eram formadas pelos camponeses (fels) e escravos.

b-1) A Sociedade e a economia eram dirigidas por um governo teocrtico, baseado na unio entre a igreja e o  estado. A teocracia era um regime no qual a religio 
e a poltica estavam interligadas e se influenciavam reciprocamente. O poder religioso fornecia as bases ideolgicas que explicavam e justificavam o poder poltico. 
O fara era, a um s tempo, deus e rei: encarnao de Hrus e R e expresso do poder e do Estado. Considerado o "senhor de todos os homens e dono de todas as terras", 
o fara exercia as funes de comandante-em-chefe, supremo juiz e gro-sacerdote.  

c- A Cultura Egpcia
AS CINCIAS E SEU CARTER PRTICO: AS CONTRIBUIES NA ASTRONOMIA, NA MEDICINA E NA MATEMTICA.

O desenvolvimento das cincias no Egito antigo estava relacionado, em grande parte, com a necessidade de aumentar o domnio da sociedade sobre a natureza. As cincias 
tinham um carter essencialmente pratico e estavam votadas para a soluo de problemas como controle das inundaes, a construo do sistema hidrulico, a preparao 
da terra para a semeadura de acordo com o ciclo das estaes, o combate a doenas endnicas e epidmicas. Assim sendo, as cincias que mais se desenvolveram foram 
a astronomia, a matemtica e a medicina. A astronomia se originou da astrologia e era praticada nos templos atravs das pesquisas realizadas pelos sacerdotes. Tais 
pesquisas procuravam estabelecer relaes entre o movimento dos astros e o fluxo e refluxo das guas do Nilo. Os egpcios substituram o antigo calendrio lunar 
pelo solar e dividiram o ano em 365 dias e o dia em 24 horas. O ano agrcola, por sua vez, foi dividido em trs fases: a preparao da terra, a semeadura e a colheita. 
Na matemtica, foram desenvolvidas principalmente a aritimtica e a geometria. O progresso desta ltima pode ser constatado pela construo dos templos e pirmides. 
O avano da medicina permitiu, inclusive a realizao de uma operao no crebro, conhecida como trepanao. O estudo do corpo humano e o aperfeioamento das tcnicas 
de mumificao impulsionaram o desenvolvimento da anatomia.

A ESCRITA E A LITERATURA EGPCIAS: OS SISTEMAS HIEROGLFICO, HIERTICO E DEMTICO. A PEDRA DE ROSETA.

No Egito antigo, a escrita apresentava trs sistemas bsicos: o hieroglfico, o hiertico e o demtico. O primeiro era o mais complexo, sendo utilizado pelos escribas; 
o segundo era sagrado e monopolizado pelos sacerdotes; o terceiro era simplificado de cunho popular. A escrita hieroglfica foi decifrada em 1822 por Jean-Franois 
Champollion com base na Pedra de Rosete, encontrada por um soldado de Napoleo durante a Campanha do Egito. O trabalho precursor de Champollion serviu de ponto de 
partida para o desenvolvimento da Epitologia, ou seja, para o estudo da civilizao egpcia, por sua vez, era bastante variada e inclua hinos, cantos, poesias e 
escritos de contedo moral e religioso, como o drama menftico, o livro dos mortos e o hino ao sol, composto pelo fara Ikhnton.

AS ARTES PLSTICAS: A ARQUITETURA MONUMENTAL E O PAPEL COMPLEMENTAR DA ESCULTURA E DA PINTURA.

No Egito antigo as artes, controladas pela Igreja e pelo Estado, estavam voltadas para a glorificao dos deuses e dos faras. A originalidade e a criatividade eram, 
em grande parte, tolhidas pelas regras convencionais e as frmulas fixas. Na arquitetura, destacaram-se a construo das pirmides, que exaltavam o poderio dos faras, 
e dos templos, que exaltavam a perenidade dos deuses. As pirmides foram construdas durante o Antigo Imprio, sendo as mais famosas as de Quops, Qufren e Miquerinos. 
Os templos foram edificados durante o Novo Imprio, destacando-se por sua dimenso e beleza os de Luxor e Carnac. Importantes tambm eram as mastabas (tmulos construdos 
para os altos funcionrios) e os hipogeus (necrpoles cavadas em rocha) que se localizavam no vale dos reis. A escultura e a pintura estavam subordinadas  arquitetura 
e eram inteiramente dominadas por esta arte monumental. Na escultura, so famosas as esttuas dos faras do Novo Imprio, em particular as de Ramss II situadas 
no Templo de Abu Simbel. A pintura egpcia desconhecia as leis da perspectiva e nela a figura humana era sempre retratada de forma convencional: olhos, ombros e 
tronco de frente; rostos e membros de perfil.         

MODO RELIGIOSO DOS EGPCIOS - A religio desempenhou um papel ideolgico fundamental na civilizao egpcia. Oculto religioso exaltou inicialmente as foras csmicas 
e naturais, como o sol e o Nilo, essenciais  vida do Egito antigo. A partir da, a evoluo da religio passou por trs fases principais: O zoomorfismo, o Antropomorfismo 
e o antropozoomorfismo. Na primeira, os deuses assumiram a forma animal, como o boi pis; na Segunda, evoluram para a forma humana, como Osris e sis; na terceira, 
eram representados com corpo humano e cabea de animal, como Anbis, deus da mumificao. A religio passou tambm por vrios estgios: dos deuses locais ou totmicos 
at a fuso do mesmo em divindades nacionais. A evoluo religiosa acompanhou provavelmente a evoluo poltica, que se estendeu do particularismo dos nomos ao poder 
centralizado do Imprio. O processo universalista da fracassada reforma religiosa de Ikhnton. A tendncia dominante em toda a histria do Egito foi o desenvolvimento 
de uma religio solar. No Antigo Imprio, R (o Sol, deus de Helipolis) se imps como divindade nacional. No mdio Imprio, a supremacia poltica de Tebas sobre 
o Egito levou a fuso do deus tebano Amon com R de Helipolis, da qual resultou uma sntese no culto de Amom-R. O culto de Osris e sis (deuses agrrios e da 
fertilidade) foi o mais popular no Egito antigo. Osris, com sua irm-esposa, povoou o Egito e ensinaram aos fels as tcnicas da agricultura. Conta a lenda que 
o deus Set apaixonou-se por  sis e por isso assassinou Osris. Este ressuscitou depois e dirigiu-se para o alm, tornando-se o deus dos mortos. Os antigos egpcios 
acreditavam que as lgrimas de sis, que chorava a morte do esposo, eram responsveis pelas cheias peridicas do Nilo. 

A REA CHAMADA CRESCENTE E FRTIL NA MESMA POCA  EM QUE SE INICIAVA A CIVILIZAO EGPCIA  
O Frtil Crescente, era uma regio conhecida, pelo semicrculo formado pela Mesopotmia, Sria, Palestina e Egito. O Crescente frtil, que por sua vez, cercado por 
planaltos ridos, cadeias de montanhas e desertos. Ao norte, ficava o planalto de Anatlia; ao sul, o deserto da Arbia; a leste, o Planalto do Ir, a oeste o deserto 
do Saara. As regies litorneas do oriente prximo eram banhadas pelos mares Egeu e Mediterrneo. Essa regio serviu como o bero das primeiras civilizaes.

A IMPORTNCIA DOS RIOS TIGRE E EUFRATES PARA A HISTRIA ANTIGA 
As terras frteis do Tigre e do Eufrates propiciaram a fixao de tribos nmades e impulsionou o desenvolvimento da agricultura, baseada num sistema de irrigao. 
A sociedade se dividiu em castas e hierarquizou-se em forma piramidal; o Estado centralizado assumiu a forma de governo teocrtico e realizou uma poltica expansionista 
com o objetivo de conquistar os povos do Oriente Prximo. O apogeu dessa civilizao foi marcado por grandes realizaes artsticas, literrias, cientficas e religiosas.
   

AS DIVERSAS CIVILIZAES DA MESOPOTMIA
A Mesopotmia era formada por trs regies: a Assria, ao norte; Acad, ao centro; e Sumer (a Shinar da Bblia), ao sul. A Assria era rida e montanhosa, enquanto 
que Sumer era formada por pntanos e alagadios. Esta ltima regio, pouco maior que a Dinamarca, foi povoada por volta de 3.500 a . C. pelos Sumrios e tornou-se 
o bero da civilizao da mesopotmia. Data dessa poca uma evoluo poltica que foi marcada pela ascenso e queda de quatro grandes imprios at 539 a.C. , quando 
a Mesopotmia foi conquistada pelos persas. Esses imprios foram construdos pelos seguintes povos: sumrios e acdios, amoritas (antigos babilnios), assrios e 
caldeus (neobabilnios).
  
A ORGANIZAO POLTICA, SOCIAL E ECONMICA DOS MESOPOTMICOS 
R - Sumrios e Acdios: os sumrios no possuam unidade poltica e se organizavam em cidade-estado (Ur, Nipur, Lagash e Eridu). Sargo I , rei de Acad,conquistou 
as cidades-estados sumrias e unificou a Mesopotmia. Acad foi destruda pela invaso dos gutis e a cidade sumria de Ur dominou todo o sul da Mesopotmia. Por volta 
de 2000 a.C., o Imprio Sumrio foi conquistado pelos amoritas. Amoritas (antigos babilnios): este povo fez da cidade de Babilnia a capital de seu imprio, cujo 
apogeu foi marcado pelo Governo de Hamurbi, responsvel pelo primeiro cdigo escrito da histria do Oriente Antigo. O primeiro Imprio Babilnico foi destrudo 
pelos cassitas. Assrios: construram seu imprio por volta de 1300 a . C. , caracterizando-se por suas tendncias militaristas e expansionistas.  O Imprio Assrio 
foi destrudo em 612 a .C. pelos caldeus e medos. Caldeus (neobabilnios): fixou na Babilnia a capital de seu Imprio, cujo apogeu foi marcado pelo governo de Nabucodonosor 
(Cativeiro Babilnico e Jardins Suspensos da Babilnia). Em 539 a . C. , este imprio foi conquistado pelos Persas.

A CIVILIZAO E CULTURA DA MESOPOTMIA.

A economia baseou-se principalmente na agricultura de ragadio, desenvolvendo tambm o comrcio e o artesanato. A Babilnia foi um dos grandes entrepostos comerciais 
do Oriente Antigo. A Sociedade era de castas (sacerdotes, camponeses e escravos) e o regime poltico formado por imprios teocrticos. As cincias eram controladas 
pela religio e merecem destaque a medicina, a matemtica e a astronomia. A escrita era cuneiforme (em forma de cunha) e na literatura as principais obras foram 
"o Poema da Criao" e "Epopia de Gillgamesh". A arquitetura foi a mais importante das artes e suas obras-primas foram os zigurates e os Jardins Suspensos da Babilnia. 
O cdigo de Hamurbi foi a principal realizao no campo do Direito e a religio Politesta tinha em Marduk sua maior divindade.

A RELIGIO E CULTURA NA MESOPOTMIA 
A religio era Politesta e a cultura desenvolveu no campo cientfico, na medicina, matemtica, astronomia, obras literrias e arquitetnicas.

OS HITITAS 
A importncia dos Hititas residiu primariamente no seu papel de intermedirio entre o Oriente e o Ocidente. Foi um dos grandes elos de ligao entre as civilizaes 
do Egito, do vale do Tigre - Eufrates e da regio do Mar Egeu. Parece certo, alm disso, que foram os primeiros descobridores do ferro.

A FORMAO E ORGANIZAO DO IMPERIO PERSA 
R - Originrios das estepes da Europa Oriental, os persas, arianos do ramo indo-europeu, chegaram ao Ir no segundo milnio antes de Cristo. Guerreiros e conquistadores, 
dominaram os povos do Oriente Antigo e fundou o maior imprio de sua poca, cujas fronteiras se estendiam do mar Mediterrneo ao oceano ndico. Seu grande legado 
foi uma religio dualista, o Zoroastrismo, que se baseava na luta entre o Bem e o Mal, na crena no juzo final e na vinda de um Messias.   Coube a Dario I, sucessor 
de Cambiasses, dar ao Imprio uma slida organizao poltico-administrativa. O imprio foi dividido em 20 provncias, conhecidas como satrapias, dirigidas por governadores 
que recebiam o ttulo de strapas. Estes eram vigiados e fiscalizados por funcionrios reais, os "olhos e ouvidos do rei". A integrao econmica das regies e dos 
povos do imprio foi facilitada pela criao de uma moeda-padro, o drico, cunhada com ouro e prata. Os grandes centros do imprio - Susa, Sardes, Perspolis, Ecbtana, 
Babilnia - estavam integradas por uma ampla rede de estradas e por um eficiente sistema de correios. A mais famosa foi a estrada real que se estendia de Susa, no 
Ir, at Sardes, na sia Menor, com uma extenso de 2.500 km(maior que a rodovia Belm - Braslia, cuja extenso  de 2.000 km). Nessa poca, abriu-se tambm um 
canal ligando o rio Nilo ao Mar Vermelho, facilitando os transportes martimos entre a Prsia e o Egito. O reinado de Dario I, terceiro imperador da Dinastia Aquemnida, 
assinalou o apogeu e o incio do declnio do Imprio Persa.   


A CULTURA PERSA 
A civilizao Persa era guerreira e expansionista, os persas construram um imprio de cerca de 5 milhes de Km2 , cuja principal caracterstica foi  diversidade 
geogrfica, tnica e cultural. Essa diversidade exerceu grande influncia sobre as atividades intelectuais dos persas, que desenvolveram uma cultura bastante ecltica 
e com poucas criaes realmente originais. O ecletismo se fez sentir principalmente nas artes, onde foi marcante a influncia das culturas egpcia, mesopotmica 
e grega.  O imprio Persa era governado por uma monarquia absoluta teocrtica, caracterizada pela unio entre o Estado e a Igreja. O imprio possua quatro capitais: 
Susa, Perspolis, Babilnia e Ecbtana. O imperador persa - o rei dos reis - mantinha uma poltica de tolerncia em relao s leis, costumes e religies dos povos 
conquistados. Esta poltica de tolerncia estendia-se tambm s atividades econmicas, onde a liberdade de troca impulsionou o desenvolvimento de intensas relaes 
comerciais entre os diversos povos do imprio. A existncia de uma moeda-padro e de um adequado sistema de transportes ligando os grandes centros econmicos do 
imprio, foram outros fatores que contriburam para incrementar o livre comrcio. Pelo Imprio Persa passavam as rotas de caravanas que, atravs do comrcio, ligavam 
 ndia e a China ao mar Mediterrneo. A sociedade de castas, rgida e hierarquizada, era formada pela famlia real, os sacerdotes, a aristocracia, os militares, 
os comerciantes, os artesos, os camponeses e os escravo


NO II MILNIO A. C. OS HABITANTES DO INDO FORAM CONQUISTADOS 
O planalto do Ir (Aryanam) - "Pas dos Arianos", regio montanhosa e desrtica, situava-se a leste do Crescente Frtil, entre a Mesopotmia e a ndia. Foi povoado 
,no segundo milnio antes de Cristo, por tribos nmade-pastoris de origem indo-europia, os arianos. Dois grupos arianos ocuparam o Ir: os medos e os persas. Os 
primeiros fixaram-se ao norte , perto da Assria; os segundos, instalaram-se ao sul, junto ao oceano ndico. Os medos foram dominados pelos assrios at que, em 
612 a . c., aliaram-se aos caldeus e destruram o Imprio Assrio. O reino da Mdia transformou-se num dos mais poderosos do Oriente Antigo.   
              Os Persas foram dominados pelos medos at 550 a . c., quando Ciro, da famlia Aquemnida, destronou Astiges, rei da Mdia, e fundou o Imprio Persa. 
Ciro conquistou o reino da Ldia, as cidades gregas da sia Menor - Mesopotmia, Palestina e Fencia. Seu sucessor, Cambises, conquistou o Egito e a Lbia. Dario 
I dotou o imprio de uma organizao poltico-administrativa: dividiu-o em provncias (satrapias), instituiu uma moeda-padro (o drico) e construiu as estradas 
reais, dotadas de um sistema de correios. As guerras Mdicas assinalaram, a partir de 490 a . C., o declnio do Imprio Persa. Em 334 a . C., no reinado de Dario 
III, este Imprio foi conquistado por Alexandre Magno.

DEPOIS DE UM PERODO DE AGITAES POLTICAS NO TERRITRIO EGPCIO, OCORRERAM INVASES NO ANO 670 A C.., 525 A.C. 332 A C. E 30 A C .  Em 670, o Egito foi invadido 
pelos "povos do mar", lbios, nbios, etopes e, finalmente, conquistados pelos Assrios. Razes: poltica expansionista.
        Em 525, Fara Psamtico III foi derrotado por Cambiasses na batalha de Pelusa e o Egito conquistado pelo Imprio Persa. Razo: a independncia do Imprio.
        Em 331, Alexandre incorpora o Egito ao seu imprio. Com a sua morte em 323 a. C., o imprio foi dividido e deu origem aos reinos helensticos. Razo: poder 
poltico.
        Em 30 a. C., o Egito, que era governado pela Dinastia Ptolomaica, at que foi transformada em provncia do Imprio Romano.

O MAIS IMPORTANTE REI BABILNICO 
HAMURABI - Porque foi o responsvel pelo primeiro cdigo escrito na histria do Oriente Antigo. O cdigo de Hamurbi legislava sobre o direito de propriedade, a 
escravido, as relaes familiares, a religio, os crimes, o comrcio, o emprstimo a juros etc. Aps a morte de Hamurbi, o Imprio Babilnico foi conquistado pelos 
hititas e depois pelos cassitas, que dominaram a Mesopotmia.  

NO I MELNIO A C. OS BABILNICOS FORAM CONQUISTADOS
Pela Prsia, sobre o comando do rei Ciro.

Napolasar, foi o rei que fundou o segundo Imprio Babilnico.

A GRANDE INVENO DE GUERRA HITITAS 
Foram os primeiros descobridores do ferro.

OS HITITAS foram conquistados pelos Os Assrios, Os Lbios, e os Frgios, em 717 a C. 
Alexandre Magno e seu exrcito, em 330 a . C.conquistou o imprio Persa

                AS CIVILIZAES DO MEDITERRNEO


OS HEBREUS ?
A Palestina era uma regio do Oriente prximo, localizada entre o Mediterrneo e o mar Vermelho, a meio caminho entre o Egito e a Mesopotmia. Essa regio englobava 
o vale do Jordo, a Samaria, a Judia e a faixa costeira do Mediterrneo. Habitada, inicialmente, por vrios povos (Cananeus, Filisteus e Arameus), foi povoada no 
segundo milnio antes de Cristo pelos Hebreus ("aqueles que vm do outro lado do rio"), tribos nmade-pastoris provenientes da Mesopotmia. A partir de ento, a 
histria dos hebreus dividiu-se em cinco perodos principais: Patriarcas; Juzes, Reis e o Cisma.
        Como  do conhecimento de todos os estudantes da Bblia, Deus tomou um caldeu, Abrao, no sul da Babilnia, de origem semita, para nele construir um povo 
seu que viesse beneficiar todas as demais raas com a revelao que lhe daria do seu carter, sua natureza e seu propsito (Gn. 12.1 - 3). A data do nascimento de 
Abrao no  possvel de ser determinada com preciso, mas a poca geralmente aceita  2000 a .C. com 75 anos de idade, o patriarca deixou a sua cidade natal, Ur 
dos caldeus, ambiente idlatra e politesta, e emigrou em companhia de sue pai e seu sobrinho L para Cana, detendo-se em Ar, mais tarde conhecida como Sria, 
localizada no noroeste da Mesopotmia. Algum tempo depois, morrendo seu pai Ter, Abrao deixa Ar e com sua mulher Sara, e seu sobrinho L, parte para Cana ou 
Palestina, a Sudoeste de Ar, terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendncia por herana perptua (Gn. 11.l0 - 12.9). No sabemos em que tempo tambm 
Naor, irmo de Abrao, fixou-se em Ar, mas tudo faz crer que foi ali que Abrao mandou buscar esposa para seu filho Isaque, filho da promessa, encontrando-a na 
pessoa de sua sobrinha-neta, Rebeca, ou seja, neta de seu irmo Naor. Mais tarde o neto de Abrao, Jac encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas 
esposas - Lia e Raquel, filhas de Labo, irmo de Rebeca. Destas duas unies e mais duas com as concubinas, Bila e Zilpa, que eram servas das suas esposas, nasceram 
a Jac doze filhos, cujas famlias deram origem s doze tribos de Israel. Depois cerca de cem anos de peregrinao na terra da promessa, Abrao morreu aos 175 anos 
de idade. Seu filho Isaque, seu neto Jac e os doze bisnetos com as respectivas famlias habitaram na mesma terra, porm sem possu-la, durante mais ou menos 215 
anos, quando a tribo de Jac desceu para o Egito, onde j estava Jos, filho de Jac, como primeiro ministro do Fara. Nesta altura eram 70 os descendentes de Jac 
em sua tribo. A rea geogrfica percorrida pelos trs patriarcas durante as suas peregrinaes na Palestina se fixava entre Siqum, Betel, Hebrom e Berseba; portanto 
a parte central e a do sul, prximo ao Egito. Naquela poca da formao pr-tribal e a dos hebreus, a Palestina estava ocupada por vrios povos, uns maiores, outros 
menores, sendo que o predominante era o cananeu. 
          Durante a permanncia dos israelitas (como so chamados os filhos de Israel ou Jac  no Egito) - que durou 215 anos, segundo a Septuaginta(traduo grega 
do Antigo Testamento) e 430 anos segundo os clculos dos entendidos. Este povo, que junto do Sinai foi constitudo em nao, entrou em Cana praticamente com o mesmo 
nmero de almas (comparar Nm. 1.46 e 26.51). A rea conquistada  por Josu somada quela que na Transjordnia j fora conquistada por Moiss, juntas, no representavam 
mais que uma Sexta parte da rea prometida por Deus a Abrao, que era desde o Egito at o Rio Eufrates ( Gn. 15.18). No foram conquistadas a Filistia, a Fencia, 
a terra de Emate(Sria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto. 

A EVOLUO HISTRICA DOS HEBREUS 
Perodo dos Patriarcas: nessa fase inicial, os hebreus no possuam unidade poltica e estavam organizados em tribos, cujos lderes eram os patriarcas. Abrao foi 
o primeiro dos patriarcas e de seu neto Jac originaram-se as 12 tribos de Israel. Por volta de 1700 a . C. , os hebreus deslocaram-se para o Egito, foram escravizados 
pelos Faras e libertados por Moiss, que os reconduziu para a palestina. No monte Sinai, Moiss receber de Deus as Tbuas da Lei (Dez Mandamentos), firmando com 
Ele a Aliana. Perodo dos Juzes: a reconquista da Palestina levou ao fortalecimento do poder polticos e militares conhecidos como Juzes (Jeft, Sanso, Gedeo 
e Eli). Perodo do Reis: nessa fase, houve a centralizao poltica e a fundao da monarquia israelita, com a capital em Jerusalm. Saul, Davi e Salomo foram os 
reis de Israel. Cisma: aps a morte de Salomo, em 929 a . C., a monarquia foi divida em dois reinos: o de Israel e o de Jud. O primeiro foi destrudo pelos Assrios 
e o segundo pelos Caldeus (Cativeiro Babilnico). Aps a conquista da Caldia, pelos persas, os hebreus retornaram  Palestina, sendo dominados sucessivamente por 
Alexandre Magno e pelos romanos. Em 70 d.C., aps esmagar uma revolta, os romanos destruram e expulsaram os judeus da Palestina (Dispora). Estes s retornaram 
a partir de 1918, fundando em 1948 o Estado de Israel.  
                                    
A ECONOMIA E CULTURA DOS HEBREUS
A localizao geogrfica da Palestina, regio situada entre o Egito e a Mesopotmia assim como entre o Mediterrneo e o Mar Vermelho, desempenhou um importante papel 
nas atividades econmicas desenvolvidas pelos Hebreus. A economia agropastoril e comercial, as cincias e as artes, as contribuies no Direito e na literatura. 
Al lado do pastoreio e da agricultura, desenvolvidos principalmente nas terras frteis do vale do Rio Jordo, Israel estabeleceu tambm intensas relaes comerciais 
com os povos do oriente Antigo. O Egito, a Fencia, a Sria, a sia Menor, a Mesopotmia, a Arbia e o reino de Sab (atual Etipia) eram os principais parceiros 
comerciais de Israel. Este comrcio atingiu o apogeu no reinado de Salomo, quando Jerusalm era o grande emprio por onde passavam o ouro, o marfim, as pedra preciosas, 
as madeiras raras, o vinho, o trigo e o azeite, os quais Israel...

OS REIS QUE GOVERNARAM OS HEBREUS
Rei Saul, foi o primeiro rei dos hebreus em 1010 a . C., Davi sucessor de Saul, em 1006 a . C., e em 966 a . C. Salomo sucede Davi ao trono. Com a morte de Salomo, 
em 926 a . C. , provocou a diviso da monarquia Israelita, surgindo da os reinos Israel (norte) e Jud (sul). Tendo como rei Jeroboo, ao norte e Roboo, ao sul. 
Este acontecimento, ficou conhecido como CISMA.

A FORMAO DO REINADO DOS HEBREUS 
O reinado dos hebreus est dividido em trs perodos, a saber: o reinado de Saul; o reinado de Davi e o reinado de Salomo.
1 - O reinado de Saul, o povo de Israel, sob a sbia administrao de Samuel, havia aumentado em poder e em orgulho nacional, enquanto tambm se ia acentuando a 
inquietude por uma forma mais estvel de governo, o que deixou de acontecer durante grande parte do perodo dos juzes. Parece por fim que trs fatores determinaram 
o estado de nimo dos israelitas nesses momentos: a presena de uma guarnio de filisteus em Gibe, o rumor das ameaas do rei de Amon, e o descontentamento motivado 
pela m administrao dos filhos do Juiz, como governadores. Estes argumentos pareciam mais que suficientes para justificar uma mudana fundamental na constituio 
do Estado. Apresentou, pois o povo um pedido a Samuel, solicitando unanimemente um rei, sendo eleito Saul (I Sm. 8.19-20). 
2 - O reinado de Davi, se destacou entre os reis de Israel tanto por sua nobreza de carter como pela envergadura de sua obra poltica. Compreendendo que a grandeza 
de seu pas dependia de sua unificao, empreendeu primeiro a tarefa de inspirar confiana aos israelitas, para depois subjugar as tribos cananias, que sob os juzes 
e o reinado de Saul haviam procurado com tanta insistncia sacudir o julgo de Israel. Realizada esta parte de seu programa, dirigiu a seguir sua ateno  conquista 
das tribos vizinhas e sua organizao no Imprio de Israel, o qual, por sua morte, alcanava um territrio muito mas vasto do que recebeu quando ascendeu ao poder.(2 
Sm.5 - 24).
3 - Reinado de Salomo, considerando : a) sua grandeza; b) suas obras Pblicas;  c)seu carter; e d) sua desintegrao.
a) Grandeza. Nenhum rei de Israel iniciou seu reinado com maiores vantagens do que Salomo, pois o reino estava no apogeu de sua:
 a.1. extenso territorial, havendo Davi conquista todo o territrio que Deus, no princpio, havia prometido a Abrao. 
a .2. prosperidade material e prestgio militar. Todas as riquezas que Davi havia acumulado, junto com as que pde reunir Salomo, lhe permitiram manter uma corte 
de esplendor e magnificncia. Reteve em seu gabinete os sbios e aguerridos chefes que ajudaram a Davi na expanso e consolidao do Imprio (1 Reis 10.27).
a.3. prosperidade moral e religioso. A trasladao da Arca da Aliana para Jerusalm e as reformas levadas a cabo por Davi avivaram grandemente o esprito e a vida 
religioso do povo, tudo isso unido a uma paz e tranqilidade que reinavam em todo o pas, num povo vinculado pelos laos de um verdadeiro afeto ao jovem rei. Deu 
comeo a seu reinado com grandeza, fama e renome, que jamais foram igualados nos reinados subseqentes.

2 - Obras Pblicas. Apesar de no haver ampliado as conquistas davdicas, Salomo se dedicou a fomentar o desenvolvimento econmico e cultural de seu imprio. Levou 
a cabo o propsito de Devi, erigindo um suntuoso templo no monte Mori. Edificou tambm os muros de Jerusalm; as cidades fortes de Megido, ao S de Esdraelon e Azor, 
perto do lago Merom. Reedificou Gezer, na linha fronteiria eframita e fez fortificaes nas cidades de Bete-horom, Hamate e Tadmor (estas duas ltimas ao N e NE 
de Damasco, respectivamente), e em Baalate, cidade-armazm, perto de Gezer (1 Reis 9.17 - 19).

3 - Carter. Seu reino de 40 anos foi pacfico, com exceo da guerra que moveu a Hadade, o Idumeu, e alguns distrbios fomentados por Rezom da Sria, e Jeroboo, 
um dos capatazes da obra de construo da Torre de Milo, a fortaleza que serviu de defesa ao templo. Mais tarde Jeroboo tirou 10 tribos da "casa", para fundar com 
elas o Reino do Norte (1 Reis 11.11 - 36). 

4 - Desintegrao. Os impostos implantados por Salomo haviam sido pesados. O povo de Israel, prazerosamente havia pago para a construo da "Casa de Deus" e para 
um palcio digno do rei, porm a continuao onerosa dos impostos para a realizao dos ambiciosos planos do rei no tardou em semear o descontentamento por todas 
as partes. O povo exigiu de Roboo , filho de Salomo que aliviasse a pesada carga que lhe havia imposto, porm, por no atender a essa reclamao, produziu-se uma 
revolta. Todas as tribos, menos a de Jud e um parte da de Benjamim, desconheceram a autoridade de Roboo e elegeram rei a Jeroboo. Assim se processou a diviso 
definitiva do povo de Israel. Ao produzir-se esse desacordo, os srios aproveitaram a oportunidade para livrar-se do jugo de Israel e formar um reino independente 
e forte no N. O reino de Moabe, todavia, continuou tributrio de Israel por algum tempo, e Edom era satlite de Jud.  


OS NOMES DAS TRIBOS DOS HEBREUS - Rben, Gade, Manasss, Simeo, Jud, D, Efraim, Issacar, Zebulom, Naftali, Aser e Benjamin.

AO ENTRAR NA PALESTINA QUAIS AS TRIBOS QUE OS HEBREUS SE CONFRONTRAM 
Os cananeus, os Amorreus, os Heteus, os Heveus, os Jebuseus, os Perizeus, os Refains, e os Girgazeus.


ERAS HISTRICAS BBLICAS DO POVO DE DEUS (HEBREUS).

1. Perodo antediluviano
A civilizao teve sua origem nas plancies de Sinear, que se estende entre os rios Tigre e Eufrates, desde o ponto onde mais se aproximam at s praias do Golfo 
Prsico, conhecido posteriormente como Babilnia; mas os dados relativos ao perodo antediluviano so sumamente escassos e se limitam a duas fontes: a) - o Gnesis 
(cap. 4) relata que alguns homens comearam a especializar-se em certas ocupaes e ofcios, particularmente a criao de gado, ferraria e manufatura de instrumentos 
musicais de sopro e corda; e b) - Sir Leonardo Woolley em suas escavaes levadas a cabo em 1929 e 1933 em Ur-naamu, descobriu numerosos restos da poca antediluviana. 
Sinetes de marfim, cermica e esttua que no se distinguem em suas partes essenciais dos produtos da poca que sucedeu imediatamente o dilvio.
b) Do Dilvio a Abrao
c) Dos Patriarcas
d) De Israel no Egito
e) De Israel no Deserto
f) Da Conquista de Cana
g) Dos Juzes
h) Da Monarquia
i) Do Reino Dividido
j) Do Cativeiro e Restaurao.



OS CRETENSES
Creta, a ilha do Minotauro e do Labirinto, situada no centro do mar Egeu, Creta foi, segundo a lenda, a ilha do rei Minos, cujo misterioso palcio, o Labirinto, 
era habitado pelo Minotauro, monstro metade homem e metade touro. A poca em que o Egito e a Mesopotmia se organizavam como imprios teocrticos de regadio, Creta 
forjou uma poderosa talassocracia ("governo do mar"), que deu origem a uma civilizao de audazes navegadores e prsperos comerciantes. - A lenda de Teseu e o Minotauro 
nos transporta  ilha de Creta, bero de uma das mais brilhantes civilizaes do Oriente Antigo. Essa civilizao, conhecida como cretense, egia ou minica, surgiu 
no terceiro milnio antes de Cristo e foi contempornea das do Egito e Mesopotmia. No entanto, diversamente destas, que tinham por base uma agricultura de regadio, 
Creta transformou-se numa talassocracia, isto , um imprio martimo-mercantil, cujas principais atividades eram a navegao e o comrcio. A civilizao cretense 
irradiou-se pelo mar Egeu e, atravs da cultura creto-micnica, exerceu grande influncia sobre a civilizao grega.

EVOLUO HISTRICA DOS CRETENSES
Creta viveu, entre 2000 e 1200 a.C. , o processo de ascenso e queda de sua civilizao. A civilizao cretense foi, portanto, contempornea de duas outras grandes 
civilizaes: a egpcia e mesopotmica. Situada no mar Egeu, Creta ocupava uma posio central em relao ao Egito,  Grcia e  sia Menor. Com 260 km de comprimento 
e uma largura que variava entre 12 e57 km, Creta possua uma superfcie de 8.379 km quadrados (menos da metade do Estado do Sergipe) e era a maior ilha do mar Egeu. 
Seu territrio era formado por macios montanhosos e, ao contrrio do Egito e Mesopotmia, em Creta no existia grande rio que fertilizasse o solo e que tornasse 
possvel a sobrevivncia de sua populao, atravs da agricultura. O relevo montanhoso era compensado por um litoral em que existiam excelentes portos, o que favorecia 
a navegao, a pesca e o comrcio. A origem da populao cretense  incerta.  provvel que a ilha tenha sido povoada por volta de 3000 a.C. por grupos vindos da 
Anatlia e da Sria. Com o tempo, o crescimento demogrfico, agravado pela falta de terras frteis, obrigou parte da populao a emigrar, fundando colnias nas ilhas 
do Egeu, nas costas da sia Menor e no sul da Grcia (Peloponeso). Aqueles que permaneceram em Creta sobreviveram, dedicando-se a industria, ao comrcio e  navegao.

A ECONOMIA E CULTURA CRETENSE .
A Civilizao Cretense possua uma economia baseada no comrcio martimo, uma sociedade que no praticava a discriminao feminina e um regime poltico-teocrtico. 
Os cretenses possuam, ainda, trs sistemas de escrita, grande talento e sensibilidade nas artes plsticas e uma religio essencialmente matriarcal. A indstria 
e o comrcio martimo foram as principais atividades econmicas de Creta. Na indstria, desenvolverem-se os ramos da metalurgia, cermica, ourivesaria e fabricao 
de armas de luxo. O comrcio era realizado com o Egito, Grcia, sia Menor, Chipre, Fencia e Sria. As exportaes eram de cermica, jia, vinho e azeite; as importaes 
eram de ouro, prata, tecidos, marfim, estanho e cobre. Na sociedade cretense, as mulheres ocupavam posio social de destaque, no eram objeto de discriminao e 
desfrutavam de uma situao de igualdade em relao aos homens. Outro fato curioso foi o reduzido papel que a escravido desempenhou nessa sociedade. Os cretenses 
apreciavam a msica, a dana e os esportes. Entre estes, destacavam-se o boxe, a ginstica, a acrobacia e, sobretudo, a corrida de touros, que era praticada pelas 
mulheres. O regime poltico era a monarquia teocrtica, que se caracterizava, como no Egito e na Mesopotmia, pela vinculao entre o Estado e a religio. A capital 
da talassocracia cretense (governo do mar) era a cidade de Cnossos. Minos, mais do que um rei, parece Ter sido um ttulo equivalente a fara ou  designao geral 
utilizada pelos soberanos de determinada dinastia. Os cretenses desenvolveram trs sistemas de escritas: pictogrfico e linear A e B. Este ltimo foi decifrado, 
em 1953, pelos pesquisadores ingleses Mechael Ventris e John Chadwick. Entre as realizaes artsticas dos cretenses, destacam-se, na arquitetura, o grande Palcio 
de Cnossos; na escultura, a confeco de preciosas miniaturas; na pintura, que atingiu o mais alto grau de expresso, os afrescos e murais. A religio era de carter 
matriarcal e baseava-se na adorao de uma divindade feminina, a Deusa-me, que dominava a terra, o cu e o mar. Essa deusa da fecundidade era, ao mesmo tempo, a 
fonte do bem e do mal. Os cretenses cultuavam, tambm, os animais, como o touro, a serpente e o Minotauro (metade homem e metade animal).

OS FENCIOS 
Os fencios eram de origem semita e por volta de 3000 a.C. povoaram as costas do mediterrneo. Inicialmente, foram dominados pelos egpcios e hititas; aps essa 
dominao, os fencios passaram por um perodo de independncia, que coincidiu com a queda de Creta e que se encerrou com uma nova dominao estrangeira.


Durante toda a sua histria, a Fencia no teve uma unidade poltica, ou seja, no conseguiu organizar um Estado unificado com um governo centralizado. Os fencios 
agrupavam-se em cidades-estados, cada qual com um governo autnomo e soberano. Entre essas cidades-estados, destacam-se Arad, Ugarit, Berite (Beirute), Biblos, Sidon 
e Tiro, sendo as trs ltimas as principais.


O comrcio, era a principal atividade econmica dos fencios, atingia o mar Negro, o Mediterrneo e o Oceano Atlntico. Por terra, esse comrcio era feito atravs 
das rotas de caravanas que ligavam a Fencia  Sria, Mesopotmia e Arbia. Na indstria, desenvolveram-se os setores ligados  construo naval,  produo txtil 
e  metalurgia. A sociedade era de castas e constituda por sacerdotes, aristocratas, comerciantes, homens livres e escravos. Os regimes poltico das cidades-estados 
era a monarquia teocrtica, onde o poder era exercido por um rei, assessorado por um conselho formado por representantes da oligarquia comercial.

OS ETRUSCOS 
A origem da civilizao etrusca  incerta e constitui um problema de soluo difcil, uma vez que at hoje no foi possvel decifrar a escrita etrusca.. Uma das 
hiptese  que os etruscos tenham vindo da sia Menor e, navegando pelo Mediterrneo, tenham atingido a costas da Itlia, por volta do sculo X a. C.


Os etruscos governavam durante muito tempo a cidade de Roma. Sua economia era agrcola e pastoril e baseava-se num complexo sistema de irrigao. 
A religio etrusca recebeu influncia oriental e seus sacerdotes eram adivinhos, conhecidos como arspices ou ugures, que liam o futuro no vo dos pssaros, no 
aspecto do cu ou nas entranhas dos animais.

Possuam um alfabeto baseado no grego, elevado grau de habilidade na metalurgia, grande talento artstico, um florescente comrcio com o oriente. Legaram aos romanos 
o conhecimento do arco  e da abbada, o divertimento cruel de combates de gladiadores.

A decadncia de Creta data de 1500 a. C., quando os aqueus, indo-europeus, que invadiram a Grcia, conquistaram as cidades de Micenas e Tirinto, assimilaram sua 
cultura e deram origem  civilizao creto-micnica. Em 1400 a. C., os aqueus conquistaram a ilha de Creta e, em 1200 a. C., destruram a cidade de Tria, na sia 
Menor. A Guerra de Tria serviu de tema para a Ilada, poema de Homero e obra-prima da literatura grega. 
R - A maior realizao dos fencios foi a inveno e a divulgao do Alfabeto. A simplificao da escrita, reduzida a 22 smbolos convencionais, decorreu em grande 
parte da necessidade de se comunicar e manter relaes comerciais com as diversas civilizaes do Oriente Antigo. Os gregos acrescentaram posteriormente cinco vogais 
as 22 consoantes e difundiram o Alfabeto pelo Ocidente

Os fencios fabricavam, tambm, uma famosa prpura, tintura extrada de um molusco, o mrice, que era utilizada na colorao de tecidos.

A contribuio do POVO ETRUSCO A ROMA foi
Sua economia agrcola e pastoril, e sua poltica martimo-mercantil.


A CIVILIZAO GREGA ?
Enquanto que as civilizaes da Antigidade Oriental surgiram no Oriente Prximo em torno do Crescente Frtil, as civilizaes da Antigidade Clssica surgiram nas 
pennsulas - Balcnica e Itlica - da bacia do Mediterrneo. As civilizaes do Oriente Antigo foram agrcola-sedentrias (Egito e Mesopotmia), martimo-mercantis 
(Creta e fencias) e nmade-pastoris (Hebreus e Persas). As civilizaes peninsular-mediterrnicas da Antigidade Clssica - Grcia e Roma - foram mercantil-escravistas, 
isto , erigidas sob o sistema de produo escravista e o comrcio realizado no mar Mediterrneo
A civilizao grega surgiu na Hlade, regio do extremo-sul da pennsula Balcnica, cujos povoadores, os indo-europeus, deram origem aos gregos ou helenos. Os gregos 
se organizaram em cidades-estados (polis, em grego), fundaram colnias no Mediterrneo e era um povo de navegadores e comerciantes. As principais cidades gregas 
foram Esparta e Atenas. Esparta era militarista e oligrquica, cidade de soldados e guerreiros. Atenas era mercantil e democrtica, cidade de comerciantes e polticos, 
artistas e filsofos. A cultura clssica grega - o helenismo - atingiu o apogeu no "sculo de Pricles" e logo depois a Grcia caiu sob o Domnio da Macednia. O 
principal legado cultural da Grcia para o Ocidente foi a Filosofia, a Cincia e a democracia.

A EVOLUO HISTRICA DA GRCIA EST DIVIDIDA 
EM QUATRO PERODOS..

1) Perodo Homrico (1700-800 a.C.) - Uma antiga lenda grega relata que Minos, rei de Creta, ordenou ao arquiteto Ddalo a construo do Labirinto, o inextrincvel 
Palcio de Cnossos, onde residia o Minotauro, metade homem e metade touro, que foi morto por Teseu, heri de Atenas. A Ilada, poema pico de Homero, narra que o 
rapto de Helena por Pris levou Agamenon, rei de Micenas, a comandar os gregos na guerra contra Tria. Minos e Agamenon pertenciam a duas civilizaes que se encontravam 
na origem da Grcia antiga: a cretense e a micnica.
A CIVILIZAO CRETO-MICNICA: O POVOAMENTO DA GRCIA PELOS INDO-EUROPEUS, A INVASO DOS DRIOS E A PRIMEIRA DISPORA.

No segundo milnio antes de Cristo, a Grcia foi invadida por tribos nmade-pastoris, vindas das frias plancies da Europa Oriental: os arianos ou indo-europeus. 
Esses cavaleiros das estepes chegaram  Grcia em sucessivas ondas migratrias (aques, jnios, elios e drios) e deram origem ao povo grego. Acreditavam ser descendentes 
de Heleno, filho de Deucalio e Pirro, por isso denominavam-se helenos e Hlade `Grcia antiga. Em 1700 a.C., os aques fixaram-se na pennsula do Peloponeso, ao 
sul da Grcia. Conquistaram a cidade de Micenas, fundada ali pelos cretenses, e atravs do mar Egeu estabeleceram contatos com a ilha de Creta. As relaes entre 
os aqueus e os cretenses levaram ao desenvolvimento da civilizao creto-micnica que, por sua vez, exerceu grande influncia sobre a civilizao grega. A disputa 
pela supremacia no mar Egeu levou  luta entre aqueus e cretenses. Em 1400 a.C., os aqueus conquistaram Creta e logo depois a cidade de Tria, fundada pelos cretenses, 
na sia Menor. Os dois sculos que se seguiram  destruio da civilizao cretense assinalaram o apogeu da civilizao micnica, at que em 1200 a.C., esta foi, 
por sua vez, destruda pela invaso dos drios. A conquista do Peloponesco, pelos drios, provocou a fuga de parte dos aqueus para as ilhas do Egeu e para as costas 
da sia Menor. Essa disperso, cuja principal conseqncia foi a colonizao dessas regies pelos gregos, ficou conhecida como a primeira dispora.

A COMUNIDADE GENTLICA: O GENOS, A FRTRIA E A TRIBO. O SURGIMENTO DA PROPRIEDADE PRIVADA E DAS CLASSES SOCIAIS.

A Ilada e a Odissia, poemas picos atribudos a Homero, narram, respectivamente, a guerra realizada pelos gregos contra Tria (lion) e a viagem de volta de Ulisses 
(Odisseus) para a ilha de taca. Esses poemas revelam aspectos fundamentais da vida da Grcia micnica e ps-micnica, cuja organizao baseava-se na comunidade 
gentlica. O genos era a unidade bsica de populao, por um grupo de pessoas aparentadas por laos consangneos e descendentes de um antepassado comum. A economia 
gentlica, agrcola e pastoril, baseava-se na propriedade comunitria da terra. A sociedade era igualitria e se caracterizava pela inexistncia de classes. A autoridade 
poltica, baseada na religio e na tradio, era exercida pelo pater, o mais velho dos membros do genos. A reunio de diversos genos formava uma frtria e a reunio 
de vrias frtrias, uma tribo. Ao fim do perodo Homrico, o crescimento demogrfico e a falta de terras frteis provocaram uma crise, cuja conseqncia foi a desagregao 
da comunidade gentlica. As terras coletivas foram, desigualmente, divididas pelo pater, disso resultando o surgimento da propriedade privada e das classes sociais. 
A substituio da propriedade coletiva pela propriedade privada da terra deu origem a uma poderosa aristocracia rural, a um contingente de pequenos agricultores 
e a uma maioria despossudos. Uma parte desses ltimos passou a trabalhar para a aristocracia, uma outra se dedicou ao comrcio e ao artesanato, os restantes deixaram 
a Grcia e fundaram numerosas colnias nos mares Negro e Mediterrneo.


A FORMAO DA PLIS GREGA, A MONARQUIA E O BASILEUS, O CONSELHO ARISTOCRTICO E A ASSEMBLIA POPULA. 

Data da poca da desagregao da comunidade gentlica a formao das cidades-estados, cujo crescimento estava ligado  expanso das atividades agrcolas, comerciais 
e artesanais. A polis surgia geralmente em torno de uma cidadela fortificada, a acrpole, construda sobre um rochedo ou ponto elevado. A cidade-estado possua um 
governo autnomo, auto-suficincia econmica e independncia poltica em relao a outras cidades-estados. A rea de domnio das cidades-estados abrangia tambm 
as terras situadas em suas adjacncias. Atenas dominava, na tica, um territrio de 2.550 km e Argos, uma regio de 1400 km. A forma de governo adotada, inicialmente, 
a monarquia ou realeza. Cada polis era governada por um rei, o basileus, assessorado por conselho de nobres, formado por representantes da aristocracia. Existia, 
ainda, uma assemblia popular, da qual participavam os cidados. Somente estes tinham direitos civis e polticos. Eram homens livres, com participao ativa na vida 
da polis. Os estrangeiros e os estrangeiros escravos, embora mais numerosos que os cidados, no possuam direitos civis ou polticos. Atenas, Esparta, Mgara, Corinto, 
Argos e Mileto foram as principais cidades-estados gregas. As duas primeiras ficaram clebres por sua evoluo diametralmente oposta. A casa de Esparta, com seu 
militarismo, foi atpico e representou uma exceo entre as polis gregas, cuja evoluo geral assemelhou-se mais ao desenvolvimento de Atenas.



2) Perodo Arcaico (800 - 500 a.C.) - O processo de emigrao do sculo VIII a.C., conhecido como Segunda Dispora grega, marcou o encerramento do perodo Homrico. 
Limitado, at ento,  Grcia, s ilhas do Egeu e ao litoral da sia Menor, o mundo grego, no perodo Arcaico, estendeu-se para o Oriente e para o Ocidente. Numerosas 
colnias surgiram nos mares Negro e Mediterrneo. Os gregos fundaram Bizncio, no estreito de Bsforo e Odessa, no Ponto Euxino. Ao sul da Itlia e na Siclia, denominados 
Magna Grcia, surgiram Siracusa, Tarento, Npolis, Sbaris e Crotona. Ao sul da Frana, apareceram Nice, Mnaco e Marselha. Ao norte da frica, foram edificadas 
Cirene, na Lbia, e Nucratis, no Egito. Na ilho de Chipre foi fundada Nicsia. Essas colnias, cuja economia foi inicialmente agrria, desenvolveram depois com 
a Grcia um amplo comrcio martimo.

AS CONSEQENCIAS DA COLONIZAO: A NOVA CLASSE, A RUNA DOS CAMPONESES E A CRISE DAS CIDADES-ESTADOS.

A emigrao colonizadora e as novas relaes entre a metrpole e suas colnias ocasionaram, na Grcia, grandes transformaes. Desenvolveram-se a indstria e a construo 
naval, o comrcio martimo assumiu dimenses internacionais. Como conseqncia, surgiu na sociedade grega uma rica classe mdia de artesos, armadores e comerciantes. 
Por outro lado, a concorrncia dos produtos importados arruinou os pequenos agricultores e concentrou a propriedade da terra nas mos da aristocracia. Generalizaram-se 
as hipotecas sobre a terra, a escravido por dvidas e o desemprego. As cidades-estados foram atingidas por uma grave crise social e poltica. Dentro delas desencadeou-se 
a luta entre o povo (demos em grego) e a aristocracia. A situao de anarquia acarretou o surgimento dos legisladores e tiranos. Os primeiros buscavam a soluo 
da crise atravs de uma poltica de reformas: os segundos lideravam insurreies populares e conquistavam o poder pela violncia. Nas cidades-estados, onde a vitria 
coube  nobreza, consolidou-se o regime aristocrtico. Naquelas em que o demos foi vitorioso, as reformas conduziram ao regime democrtico.

3) Perodo Clssico (500-338 a.C.) - No sculo V a.C., a vitria dos gregos sobre os persas nas Guerras Mdicas assinalou o apogeu da Grcia Clssica. Atenas, sob 
o governo de Pricles, tornou-se nessa poca, a "escola Hlade".  No sculo IV a.C., o imperialismo ateniense chocou-se com o militarismo espartano e desencadeou 
a Guerra do Peloponeso, que provocou a decadncia da Grcia que, em 338 a.c., foi conquistada pela Macednia.

AS GUERRAS MDICAS (500-479 A.C.)

No final do sculo VI a. c., a Prsia encontrava-se no auge de seu poder e construra um imprio que estendia do Mediterrneo Oriental ao oceano ndico. A conquista 
da Fencia e das cidades gregas da sia Menor transformou o Imprio Persa numa potncia naval que colocava em perigo o domnio da Grcia sobre o mar Egeu. 

PRIMEIRA GUERRA MDICA: a invaso persa e a vitria dos atenienses na batalha da plancie de Maratona.

A conquista de vrias colnias gregas do Ponto Euxino j havia transformado o mar Negro num lago persa. O domnio sobre as cidades gregas da sia Menor colocou as 
rotas comerciais do Oriente e diversos portos do mar Egeu sob controle persa. O expansionismo persa passou a ameaar a independncia da Grcia, tornando inevitvel 
o conflito greco-prsico. A represso  revolta das cidades gregas da sia Menor contra o domnio persa desencadeou as Guerras Mdicas. A primeira dessas guerras 
comeou em 490 a. c., quando o imperador Dario I invadiu a Grcia, desembarcando o exrcito persa na plancie de Maratona, situada na tica e prxima a Atenas. As 
tropas atenienses, comandadas por Milcades, repeliram a invaso vencendo os persas na batalha de Maratona. Essa vitria fortaleceu o prestgio de Atenas, transformando-a 
na principal cidade-estado grega.

 
SEGUNDA GUERRA MDICA: A batalha de Salamina, a liga de Delos e a Hegemonia de Atenas sobre a Grcia.

Em 480 a. c., o imperador Xerxes, sucessor de Dario I, iniciou a Segunda Guerra Mdica. Um exrcito de 250 mil soldados persas invadiu a Grcia, iniciando as operaes 
terrestres. Ao mesmo tempo, uma esquadra persa chegou ao litoral grego, dando incio s operaes navais. Um pouco antes, prevendo uma nova ofensiva persa, cerca 
de 30 cidades gregas formaram uma aliana defensiva, a Liga Pan-helnica, cabendo  Esparta o comando das foras terrestres e  Atenas o das foras martimas. Em 
terra, o rei Lenidas,  frente de 300 espartanos, reteve, temporariamente, os persas no desfiladeiro das Termpilas. Aps vencer a resistncia espartana, os persas 
invadiram a tica e incendiou Atenas, abandonada por sua populao. No mar, Temstocles, comandante da esquadra ateniense, derrotou os persas na batalha de Salamina, 
a mais importante das Guerras Mdicas. Sem cobertura naval, o exrcito persa abandonou a Grcia e retirou-se para a sia Menor, onde foi vencido, em 479 a.C., pelo 
espartano Pausnias na batalha de Platia. Com a vitria nas Guerras Mdicas, a Grcia preservou sua independncia, restaurou sua supremacia no mar Egeu e liberou 
as cidades gregas da sia Menor do domnio persa. As principais conseqncias desse conflito foram, de um lado, a decadncia do Imprio Persa, e, de outro, o desenvolvimento 
econmico, poltico e cultural da Grcia clssica.

O APOGEU DE ATENAS (443 - 429 A. C.)

E 477 a. C., Atenas reuniu as cidades gregas da sia Menor e as ilhas do Egeu numa aliana martima antipersa: a Liga de Delos. As cidades-membros dessa aliana 
deveriam fornecer anualmente uma cota em navios ou pagar um soma em dinheiro para a manuteno do poderio naval da liga. A liderana exercida por Atenas na Liga 
de Delos converteu-a  na mais poderosa cidade-estado grega.

O GOVERNO DE PRICLES: o apogeu da democracia escravista, da cultura e do imperialismo atenienses. O apogeu da democracia escravista, da cultura e do imperialismo 
atenienses.

Sob o governo de Pricles, lder do partido democrtico, Atenas atingiu o seu apogeu. O comando da Liga de Delos, o controle do mar Egeu e a prosperidade econmica 
contriburam para o fortalecimento do partido democrtico, formado pelos ricos comerciantes, armadores e industriais. Sob a direo desse partido, Atenas desenvolveu, 
ao mesmo tempo, uma poltica democrtica e imperialista. Internamente, a poltica era democrtica porque ampliava a participao dos cidados no governo de Atenas. 
Externamente, a poltica era imperialista porque procurava estender o domnio de Atenas sobre as demais cidades-estados gregas. No governo de Pricles, a prosperidade 
econmica contribuiu para consolidar a democracia poltica e impulsionar o desenvolvimento intelectual em Atenas. A Eclsia, Assemblia popular, tornou-se principal 
rgo poltico da democracia ateniense. A adoo do princpio de remunerao dos cargos pblicos aumentou a participao popular nos negcios do Estado. Atenas foi 
embelezada e o desemprego foi eliminado por meio da realizao de grandes obras pblicas, como a construo do Partenon. A "escola das Hlade" tornou-se o centro 
artstico, literrio, cientfico e filosfico do mundo grego. Referindo-se ao governo de Pricles, o historiador Tucdides afirmou que Atenas "s nominalmente  
um democracia; na realidade,  a monarquia de seu primeiro cidado". "Considerado o maior estadista de seu tempo, associou seu nome  poca de ouro da cultura e 
da civilizao grega: o sculo V a. c. , ou Sculo de Pricles". A contrapartida do regime democrtico foi, entretanto, uma agressiva poltica imperialista. Atenas 
apossou-se do comando da esquadra e da administrao do tesouro da Liga de Delos, transformando-a num instrumento de seus interesses econmicos, poltico e militares. 
Utilizando-se desse instrumento, Atenas procurava ampliar seu imprio martimo e estender sua supremacia a toda  Grcia. Em 425 a.C. , no auge de seu poder, Atenas 
dominava mais de 400 cidades-estados.


3 - A GUERRA DO PELOPONESO (431 - 404 A.C.)


Nessa poca, agravaram-se as rivalidades econmicas, polticas e militares entre Atenas e Esparta. Atenas comandava a Liga de Delos e Esparta liderava a Liga de 
Peloponeso, outra aliana de cidades gregas. Atenas, democrtica e imperialista, baseava sua fora num imenso poderio naval. Esparta, conservadora e militarista, 
apoiava-se no mais organizado exrcito grego.


A GUERRA DO PELOPONESO : O conflito entre Atenas e Esparta e a Decadncia da Grcia Clssica.  - Em 431 a. C., o confronto entre Atenas e Esparta, com culturas e 
governos antagnicos, desencadeou a Guerra do Peloponeso. O conflito martimo-comercial entre Atenas e Corinto, cidade aliada de Esparta na Liga do Peloponeso, foi 
a causa imediata dessa guerra. A existncia de um equilbrio de foras entre Atenas e Esparta prolongou a luta at 404 a. c. e devastou internamente a Grcia. Nesse 
ano, aps a destruio de sua esquadra na batalha de Egos-Ptamos, Atenas foi vencida por Esparta. A derrota foi seguida da dissoluo da Liga de Delos e do Imprio 
Ateniense. Atenas perdeu sua frota e suas possesses martimas; sua democracia foi substituda por um regime oligrquico: o Governo dos 30 tiranos. As principais 
conseqncias da Guerra de Peloponeso fora a substituio da supremacia ateniense pela espartana e o incio da decadncia da Grcia Clssica.
        
A GUERRA ENTRE TEBAS E ESPARTA, A INVASO MACEDNICA E O FIM DA INDEPENDNCIA GREGA


Atenas exerceu sua supremacia numa poca em que a Grcia, vitoriosa nas Guerras Mdicas, atingira o apogeu de sue desenvolvimento econmico, poltico e cultural. 
Esparta imps sua supremacia numa fase em que  Grcia, destruda pela Guerra do Peloponeso, estava econmica, poltica e culturalmente arruinada. A poltica de 
Esparta, que procurou instalar nas cidades gregas governos oligrquicos, acabou provocando a guerra com Tebas. Em 371 a. c., o general tebano Epaminondas venceu 
Esparta na batalha de Leutras. A supremacia de Esparta cedeu lugar  de Tebas sobre a Grcia. Nessa poca, surgia ao norte da Grcia uma nova potncia: a Macednia. 
Enquanto as lutas internas enfraqueciam a Grcia, o Imprio Macednico, fundado por Filipe II, se fortalecia atravs de uma poltica expansionista. Uma nova luta 
entre as cidades-estados forneceu a Filipe II o pretexto para a interveno na Grcia. Em 338 a. C., as tropas macednicas venceram as cidades-estados gregas na 
batalha de Queronia, assinalando o incio da supremacia da Macednia sobre a Grcia.


4) perodo (338 - 30 a. C.) - A cultura clssica grega atingiu o apogeu aps a vitria da Grcia sobre a Prsia nas Guerras Mdicas. O Sculo V a. c., considerado 
pelos helenistas a idade do ouro da civilizao grega, ficou conhecido tambm como o "Sculo de Pricles". Nessa poca, o escravismo e a democracia forneceram as 
bases econmicas e polticas para o desenvolvimento da cultura clssica, cujo legado contribuiu para a formao da civilizao ocidental.


"De tal modo a nossa cidade se distanciou dos outros homens, no que toca ao pensamento e  palavra, que os seus alunos se tornaram mestres dos outros, e o nome de 
gregos j no parece ser usado para designar uma raa, mas uma mentalidade, e chamam-se helenos mais os que participam na nossa cultura do que os que ascendem a 
uma origem comum".   


O discurso de Iscrates, mestre da eloqncia grega do sculo V a. C
Enfatiza o universalismo da cultura helnica. Iscrates viveu em Atenas durante o "Sculo de Pricles", poca em que essa cidade se tornara a "escola da Hlade". 
Ele afirmava, ento, que o termo "grego" supera sua conotao particular e ganhara uma dimenso mais abrangente. Esse termo, que antes designava apenas um povo ou 
uma raa, assumiu um significado universal e passou a designar uma mentalidade, uma cultura e uma civilizao. Era considerado "Heleno" no somente quem nascia na 
Hlade ou que tinha ascendncia helnica, mas todo aquele que possua uma educao e 
uma cultura gregas.
A cultura grega atingiu o seu apogeu no sculo V a. C., aps a vitria da Grcia sobre a Prsia, nas Guerras Mdicas. Essa poca de desenvolvimento cultural foi, 
tambm, a poca apogeu da democracia escravista grega. A economia escravista e a democracia poltica criaram condies para as realizaes intelectuais do "sculo 
de Pricles", considerando a Idade do Ouro das artes, letras, cincias e filosofias da Grcia Clssica. O particularismo poltico e a diversidade das cidades-estados 
no impediram que a Grcia desenvolvesse uma unidade cultural que cimentou a civilizao e o mundo gregos. Aps o Domnio da Grcia pela Macednia, a conquista do 
Imprio Persa por Alexandre fez expandir a cultura grega para o Oriente. Depois, a conquista da Grcia por Roma levou  expanso da cultura grega para o Ocidente, 
lanando os fundamentos da futura civilizao ocidental.

1 - RELIGIO
       
       Religio grega surgiu no perodo Homrico, com a fuso de cultos e divindades de origem indo-europia. Cretenses e Oriental. A religio era politesta e antropomrfica, 
ou seja, os deuses eram numerosos e possuam formas humanas. Alm dos deuses, existiam tambm os heris ou semideuses, que atravs dos mitos, dominaram a imaginao 
popular.


OS DEUSES DA GRCIA ANTIGA CONSTITUAM UMA ARISTOCRACIA DIVINA QUE HABITAVA O CUME DO MONTE OLIMPO.

Concebidos  semelhana de seus criadores, os indo-europeus, os deuses gregos possuam a organizao social e os traos individuais desses povos nmades e guerreiros. 
Possuam as paixes e os sentimentos dos homens comuns. Sua condio divina reproduzia, em escala gigantesca, as virtudes e os defeitos de seus mortais e humanos 
criadores. Formavam uma espcie de aristocracia divina que, para manter a juventude e a imortalidade, se alimentava de mel e Ambrsia. Viviam no monte Olimpo (o 
mais alto da Grcia, com 2.985 m), onde realizavam as assemblias divinas. As principais divindades da religio grega formavam uma trilogia: Zeus, rei dos deuses, 
era o senhor dos cus; Posedon, deus das guas, reinava sobre o oceano; Hades, deus do mundo subterrneo, era o soberano do inferno. As outras divindades importantes 
eram: Afrodite, deusa do amor e da beleza; Apolo, deus do sol e da Luz, Dionsio, deus do vinho. Atenas, deusa das artes, das cincias e da sabedoria; Ares, deus 
da guerra; rtemis, deusa da caa e da natureza; Demter, deusa da terra e da fecundidade; Hermes, mensageiro dos deuses, deus da eloqncia e do comrcio. 

OS HERIS OU SEMIDEUSES ERAM AUTORES DE GRANDES FEITOS OU VTIMAS DA FATALIDADE DO DESTINO


Os heris estavam numa posio hierrquica intermediria entre os deuses e os homens. Segundo a mitologia, eram filhos de deuses e mortais, possuindo uma natureza 
parcialmente divina e parcialmente humana. Os heris eram seres superiores aos homens e inferiores aos deuses. Autores de faanhas picas ou vtimas da fatalidade 
do destino, eram amados pelo povo grego. Sua fora fsica sobre-humana ou sua inteligncia extraordinria fascinavam a imaginao popular. Cada cidade grega cultuava 
a memria de um heri ou semideus. Heracles, heri nacional grego e smbolo da fora fsica, realizou os 12 trabalhos; prometeu e roubou o fogo dos Zeus e ensinou 
os homens a us-lo, tornando-os  racionais; Teseu, heri de Atenas, venceu o minotauro e libertou sua cidade do domnio  de Creta; Perseu, heri de tirinto, decepou 
a cabea da Medusa, monstro que transformava em pedra que a olhasse; Jaso, heri da Tesslia, realizou a expedio dos argonautas e conquistou o velocino de ouro, 
dipo, heri de Tebas, decifrou o enigma da esfinge.


O PAN-HELENISMO GREGO MANIFESTAVA-SE ATRAVS DOS ORCULOS, DOS JOGOS E DOS MISTRIOS. 

 
O particularismo das cidades-estados e a diversidade de seus regimes polticos tinham sua contrapartida na unidade social e cultural cimentada pela religio grega. 
A religio era o trao de unio entre os gregos e sua unidade, conhecida como pan-helenismo, se expressava concretamente nos orculos, nos mistrios e nos jogos.
Os orculos eram os santurios comuns a todos os gregos, lugares sagrados aos quais se dirigiam para consultar a vontade dos deuses, que se manifestavam pela boca 
das sacerdotisas, conhecidas como ptias ou pitonisas. Suas respostas eram geralmente ambguas e de difcil interpretao. O mais clebre santurio da Grcia antiga 
foi o orculo de Delfos, consagrado ao deus Apolo.
Os mistrios eram cerimnias secretas, de cujos rituais s participavam um pequeno nmero de privilegiados, conhecidos como iniciados. Famosos eram os "mistrios 
de Elusis", os iniciados veneravam Demter, a deusa da terra e da fecundidade.
Os jogos eram festas pan-helnicas que os gregos realizavam em homenagem aos deuses. Os mais famosos foram os da cidade de Olmpia, realizados de quatro em quatro 
anos, em homenagem a Zeus, rei dos deuses. Denominavam-se jogos olmpicos ou olimpadas, e tinham a durao de sete dias, deles participando quase todas as cidades 
gregas. As provas consistiam em corridas a p, a cavalo ou em carros, luta livre, lanamento de disco, salto em altura e concursos musicais. Os atletas vencedores 
recebiam como prmio uma coroa de ramos de oliveira e eram aclamados como heris em toda a Grcia.

2 - AS ARTES E AS LETRAS

        O desenvolvimento artstico e literrio atingiu o seu apogeu durante o "Sculo de Pricles", quando Atenas se tornou o centro cultural do mundo grego. Nas 
artes, as grandes realizaes foram na arquitetura e na escultura, Nas letras, os gregos desenvolveram principalmente a poesia e o teatro. A poesia produziu os gneros 
pico e lrico; o teatro criou o drama e a comdia.


A ARQUITETURA MONUMENTAL E A ESCULTURA; A POESIA PICA E A POESIA LRICA; O DRAMA E A COMDIA

A arquitetura grega desenvolveu trs estilos: o drico, o jnico e o corntio; O drico, mais antigo, era simples e despojado; o jnico, leve e flexvel; o corntio, 
mais recente, complexo e rebuscado. A obra-prima da arquitetura grega foi o Templo do Partnon, construdo na Acrpole de Atenas durante o governo de Pricles. Ficou 
clebre tambm o Templo de Zeus, em Olmpia. 
Na escultura, destacaram-se Fdias, Mron e Praxteles. Fdias (400 -431 a.C.), o maior dos escultores gregos, decorou os frisos do Partenon e esculpiu as esttuas 
da deusa Palas-Atena e o Zeus de Olmpia. Esta ltima  considerada uma das sete maravilhas do mundo. A obra mais famosa de Miron foi O discbolo. Praxteles (390 
- 330 a. C.) esculpiu as esttuas de Hermes, Dionsio menino e Vnus de Cnido.
Homero ( c. 850 a. c.), autor da Ilada e da Odissia, foi o maior dos poetas picos gregos; na poesia lrica, destacaram-se Pndaro, Safo e Anacreonte. 
O teatro grego surgiu no sculo VI a. C. e teve origem nas festas realizadas em homenagem a Dionsio, deus do vinho. No gnero do drama ou tragdia, destacaram-se 
squilo , Sfocles e Eurpides. squilo (525 - 456 a. C), criador da tragdia, escreveu as seguintes peas: As suplicantes, Os persas, Os sete contra Tebas, Prometeram 
acorrentados e Orstia. Sfocles (496 - 406 a.C.) foi autor de Antgona, Electra e dipo-rei. Eurpides (480 - 406  a. c), autor de As rs, As nuvens, Os cavaleiros 
e Lisstrata, peas em que criticou a democracia e os polticos atenienses.


3 - AS CINCIAS E A FILOSOFIA
       
       No campo das cincias os gregos desenvolveram a medicina, a matemtica e a historiografia. Cultivaram tambm a oratria. Foi no pensamento filosfico, porm, 
que o gnio grego produziu suas contribuies mais originais. 

AS CONTRIBUIES DOS GREGOS NOS CAMPOS DA MEDICINA, DA MATEMTICA, DA ORATRIA E DA HISTORIOGRAFIA. 

Hipcrates de Cs (460 -377 a. c.), considerado o "pai da Medicina", desenvolveu o mtodo da anlise clnica e formulou o princpio da causa natural das doenas. 
A matemtica foi fundada por Tales de Mileto e desenvolvida por Pitgoras (570 - 496 a..c.), clebre por seu teorema do quadrado da hipotenusa. Herdoto de Halicarnasso 
(484 - 425 a. c.), foi considerado "pai da Histria", cincia em que se destacaram tambm Tucdides ( 460 - 395 a. c.), autor da Guerra do Peloponeso, e Xenofonte 
(430 - 355 a. c.), autor de Anbase. A oratria se desenvolveu principalmente em Atenas. Neste gnero, destacaram-se sobretudo Pricles e Demstenes (384 - 322 a. 
c.). Este ltimo, considerado o maior representante da eloqncia grega, ficou clebre por suas Filpicas, srie de discursos em que procurou alertar os gregos contra 
o perigo representado por Filipe II, rei da Macednia.


A FILOSOFIA DA GRCIA CLSSICA: Tales de Mileto, Os Sofistas, Scrates, Plato e Aristteles.
              A filosofia grega foi fundada por Tales de Mileto e surgiu no sculo VI a. c., nas cidades da sia Menor. Ali se desenvolveu a Escola de Mileto, cujos 
principais representantes foram Anaxmenes e Anaximandro, discpulos de Tales. Da sia Menor, a filosofia se estendeu para a Grcia continental, atingindo o apogeu 
em Atenas. No sculo V a. c., surgiu na Grcia a Escola dos Sofistas, cujo principal representante foi Protgoras de Abdera. Os sofistas eram os "mestres do saber" 
e procuravam educar os jovens para a vida pblica atravs do ensino da retrica e da dialtica. A retrica era a arte da eloqncia; a dialtica a arte da argumentao, 
cujo domnio era essencial aos cidados que participavam das atividades polticas nas cidades democrticas. O apogeu da filosofia coincidiu com o auge da democracia 
ateniense e seus maiores vultos foram Scrates, Plato e Aristteles. Scrates (470 - 399 a. c.) criou um mtodo indutivo em que  busca da verdade se realizava 
atravs de um sistema de perguntas e respostas. Esse mtodo ficou conhecido como maiutica. Condenado  morte, em 399 a. c. , foi obrigado a beber cicuta, sob a 
acusao de perverter a juventude e introduzir novos deuses em Atenas. Scrates no deixou obra escrita e seu pensamento foi difundido pelo discpulo Plato (427 
- 347 a. c.), fundador da Academia de Atenas. Plato desenvolveu a "teoria das idias" e escreveu os clebres dilogos, entre os quais se destacam A apologia de 
Scrates, Crton, O banquete, Fdon, Timeu e As Leis. Em sua obra A repblica, concebeu um Estado ideal governado por filsofos, protegido por guerreiros e sustentado 
por escravos, e cujo modelo foi a cidade de Esparta. Aristteles (384 - 322 a. c.), discpulo de Plato e mestre de Alexandre, fundou o Liceu de Atenas e foi considerado 
o maior pensador do Mundo Antigo. Entre suas principais realizaes est a criao da lgica formal, a cincia das leis do pensamento correto. Os escritos de Aristteles 
foram reunidos em uma obra denominada "Organon", onde se destacam metafsicas, retrica, poltica e moral. Aristteles sistematizou o conhecimento de sua poca, 
e seu pensamento exerceu grande influncia sobre a filosofia escolstica da Europa medieval.

  DAS DUAS CIDADES MAIS IMPORTANTES DA GRCIA:.

                                           ESPARTA
Sociedade - Em Esparta, no existia propriedade privada e o coletivismo de Estado determinou a organizao da Sociedade. A invaso dos drios reagrupou os habitantes 
do Peloponeso sem vencedores; colaboradores e vencidos, condicionando a diviso da sociedade espartana em trs classes: os esparciatas, os periecos e os hilotas.
Os Periecos habitavam as terras da periferia, os perioikos. Homens livres, sem cidadania, descendiam provavelmente das populaes nativas que aceitaram, sem resistncia, 
a invaso dos drios. Sem qualquer participao poltico e proibido de se casar com esparciatas, dedicavam-se  agricultura, ao comrcio e ao artesanato.  Os Periecos 
jamais chegaram a constituir uma rica classe mdia, capaz de modificar as estruturas do Estado espartano.
Os hilotas constituam a esmagadora maioria da populao de Esparta.  provvel que descendessem dos antigos habitantes do Peloponeso que, resistindo aos invasores 
drios, foram vencidos e transformados em servos do Estado espartano. Jamais aceitaram passivamente a dominao esparciata e promoveram inmeras rebelies. A estrutura 
militarista de Esparta baseava-se, em grande parte, na necessidade de manter o domnio de uma minoria de esparciatas sobre essa imensa maioria de hilotas. O precrio 
equilbrio demogrfico entre esparciatas e hilotas era preservado atravs do massacre anual da populao excedente, conhecido como krypteia.
Os Esparciatas formavam a Aristocracia dominante.

Aristocracia - Os esparciatas, descendentes dos invasores drios, formavam a aristocracia guerreira dos cidados-soldados.
 Constituam em classes dominante, dedicados totalmente  formao militar, no exerciam nenhuma atividade econmica. O Estado espartano, proprietrio da terra cvica, 
encarregava-se de sua manuteno. A terra cvica era dividida em lotes iguais, chamados kleros. Cada soldado recebia, para seu sustento, um lote e um determinado 
nmero de escravos encarregados de seu cultivo. As aristocracias guerreiras monopolizavam as instituies polticas e constitua cerca de 1/20 dos habitantes de 
Esparta.

Educao - Em Esparta, contrariamente ao que ocorreu em Atenas, a educao priorizou sempre a formao fsica e militar sobre o desenvolvimento do esprito e do 
intelecto. A educao espartana submetia totalmente o indivduo ao interesse do Estado, subordinava a vida familiar ao convvio coletivo e incutia no cidado-soldado 
um cego amor  ptria. A criana, logo aps o nascimento, era examinada pelos foros. Estes, como supremos guardies do Estado, tinham o poder de decidir o destino 
do recm-nascido. Caso possusse algum defeito fsico ou uma sade debilitada, a criana era condenada  morte e o sacrifcio se realizava atirando-a do alto de 
um penhasco. A criana fisicamente apta permanecia junto  famlia at os sete anos. Ao atingir essa idade, tornava-se propriedade do Estado e passava a fazer parte 
de um grupo, convivendo com outras crianas. Aprendia a escrever, entoava cantos marciais e ouvia os relatos sobre os heris de Esparta. Aos 12 anos, ia viver em 
acampamentos, dedicando-se ao treinamento fsico e  formao militar. O jovem aprendia os segredos da luta corporal e do manejo das armas. Aos 20 anos, aps se 
submeter ao teste da krypteia, estava apto a entrar para o exrcito at aos 60 anos quando, se pertencesse a uma famlia notvel, poderia integrar o Conselho dos 
Ancios, na condio de geronte.

Democracia - Segundo a lenda, o regime poltico de Esparta baseava-se numa Constituio cujas leis foram ditadas a Licurgo, legislador mtico, pelo deus Apolo, atravs 
do orculo de Delfos. Esta Constituio no podia ser modificada e perpetuava a dominao poltica da aristocracia espartana. O Estado espartano era governado por 
uma diarquia: existiam dois reis pertencentes s duas mais poderosas famlias de Esparta. A autoridade dos diarcas era decorativa e limitada pela gersia, conselho 
formado por 28 ancios, cuja idade era superior a 60 anos. A gersia exercia funes legislativas. Existia, tambm, uma assemblia militar, a pela, formada pelos 
cidados com idade superior a 30 anos, cuja funo era aprovar ou recusar as leis propostas pela gersia. O verdadeiro poder era, entretanto, exercido pelos cinco 
foros, ou vigilantes. Eles controlavam os reis e os gerontes e exerciam uma implacvel vigilncia sobre a vida pblica e particular de todos os cidados. As instituies 
polticas eram dominadas pela nobreza e os altos cargos exercidos pelas famlias mais influentes, o que dava ao regime um carter oligrquico-aristocrtico.



                                         ATENAS

Sociedade - A organizao social de Atenas foi conseqncia, em grande parte, de suas atividades econmicas, que se baseavam na agricultura, no artesanato e no comrcio 
martimo. Grosso modo, a sociedade ateniense dividia-se em trs classes: os cidados, os metecos e os escravos.  Os cidados eram homens livres, filhos de pais atenienses. 
Esta classe era formada por diversas camadas sociais. A mais importante era a aristocracia de grandes proprietrios rurais, os euptridas (palavra grega que significava 
"bem-nascido"). Os latifndios da nobreza euptridas localizavam-se na frtil regio do pdion. Havia, tambm, uma camada de pequenos agricultores, os georgoi, cujas 
propriedades situavam-se nas montanhas da dicria. Existia, ainda, um rico setor de artesos, e comerciantes, os demiurgos, cujas atividades concentravam-se na regio 
litornea da parlia. Os cidados, em nmeros de 40 mil, tinham plenos direitos polticos. A classe dos metecos, por sua vez, era formada pelos estrangeiros residentes 
em Atenas. Eram cerca de 100 mil e dedicavam-se, geralmente, ao artesanato e ao comrcio. As leis atenienses proibiam, aos metecos, a compra de terra ou a participao 
no governo. Os escravos eram cerca de 200 mil e constituam a maioria da populao de Atenas. A economia ateniense baseava-se  quase que inteiramente na mo-de-obra 
escrava. Eles desempenhavam todas as atividades manuais, desde os mais simples servios domsticos at o trabalho na agricultura. Existiam ainda  em Atenas aproximadamente 
60 mil mulheres e crianas. 
Aristocracia -  Enquanto em Esparta a Constituio, atribuda ao legislador mtico Licurgo, bloqueou qualquer transformao do regime oligrquico-aristocrtico, 
em Atenas a sucessiva mudana das formas de governo percorreu um ciclo que, atravs de vrias etapas, foi da monarquia  democracia. Atenas constituiu o modelo acabado 
de uma evoluo poltica que, no todo ou em parte, foi a da maioria das polis gregas.

                                A MONARQUIA OU REALEZA

Foi a primeira forma de governo existente em Atenas. Nela, a autoridade poltica era exercida por um rei, cujo ttulo era basileus. Durante o perodo Arcaico, a 
nobreza euptrida se fortaleceu e, pouco a pouco, limitou o poder do basileus. Esse processo culminou, no sculo VII a. c., com a substituio da realeza pelo arcontado. 
O governo passou a ser exercido por nove arcontes eleitos, anualmente, pelo arepago. Deles, os mais importantes eram o arconte-basileus, encarregado do culto; o 
arconte-epnico, responsvel pela administrao; e o arconte-polemarco, comandante do exrcito. O arepago era o conselho aristocrtico, formado por representantes 
da nobreza euptrida, que detinha o poder legislativo em Atenas. Existia ainda a Eclsia, assemblia popular formada pelos cidados, cuja funo era aprovar ou rejeitar 
as leis propostas pelo arepago. Com o fim da nobreza, os euptridas dominaram as principais instituies polticas e implantaram, em Atenas, um governo oligrquico-aristocrtico.

Educao - Sob o governo de Pricles, lder do partido democrtico, Atenas atingiu o seu apogeu. O comando da Liga de Delos, o controle do mar Egeu e a prosperidade 
econmica contriburam para o fortalecimento do partido democrtico, formado pelos ricos comerciantes, armadores e industriais. Sob a direo desse partido, Atenas 
desenvolveu, ao mesmo tempo, uma poltica democrtica e imperialista. Internamente, a poltica era democrtica porque ampliava a participao dos cidados do governo 
de Atenas. Externamente, a poltica era imperialista porque procurava estender o domnio de Atenas sobre as demais cidades-estados gregas. No governo de Pricles, 
a prosperidade econmica contribuiu para consolidar a democracia poltica e impulsionar o desenvolvimento intelectual em Atenas. A Eclsia, assemblia popular, tornou-se 
o principal rgo poltico da democracia ateniense. A adoo do princpio de remunerao dos cargos pblicos aumentou a participao popular nos negcios do Estado. 
Atenas foi emblezada e o desemprego foi eliminado por meio da realizao de grandes obras pblicas, como a construo do Partenon. A "escola da Hlade" tornou-se 
o centro artstico, literrio, cientfico e filosfico do mundo grego. Referindo-se ao governo de Pricles, o historiador Tucdides afirmou que Atenas "s nominalmente 
 uma democracia; na realidade,  a monarquia de seu primeiro cidado". Considerado o maior estadista de seu tempo, associou seu nome  poca de ouro da cultura 
e da civilizao gregas: o sculo V a.C. ou "Sculo de Pricles". A contrapartida do regime democrtico foi, entretanto, uma agressiva poltica imperialista. Atenas 
apossou-se do comando da esquadra e da administrao do tesouro da Liga de Delos, transformando-a num instrumento de seus interesses econmicos, polticos e militares. 
Utilizando-se desse instrumento, Atenas procurava ampliar seu imprio martimo e estender sua supremacia a toda  Grcia. Em 425 a. C., no auge de seu poder, Atenas 
dominava mais de 400 cidades-estados.

AS GUERRAS PERSAS
 A civilizao Persa era guerreira e expansionista, cuja principal caracterstica foi a diversidade geogrfica, tnica e cultural.  


A GUERRA DO PELOPONESO.
Nessa poca, agravaram-se as rivalidades econmicas, polticas e militares entre Atenas e Esparta. Atenas comandava a Liga de Delos e Esparta liderava a Liga do 
Peloponeso, outra aliana de cidades gregas. Atenas, democrtica e imperialista, baseava sua fora num imenso poderio naval. Esparta, conservadora e militarista, 
apoiava-se no mais organizado exrcito grego. Em 431 a. C., o confronto entre Atenas e Esparta, com culturas e governos antagnicos, desencadeou a Guerra de Peloponeso, 
o conflito martimo-comercial entre Atenas e Corinto, cidade aliada de Esparta na Liga do Peloponeso, foi a causa imediata dessa guerra. A existncia de um equilbrio 
de foras entre Atenas e Esparta prolongou a luta at 404 a.C. e devastou internamente a Grcia. Nesse ano, aps a destruio de sua esquadra na batalha de Egos-Ptamos, 
Atenas foi vencida por Esparta. A derrota foi seguida da dissoluo da Liga de Delos e do Imprio Ateniense. Atenas perdeu sua frota e suas possesses martimas; 
sua democracia foi substituda por um regime oligrquico:  o Governo dos 30 Tiranos. As principais conseqncias da Guerra do Peloponeso foram a substituio da 
supremacia ateniense pela espartana e o incio da decadncia da Grcia clssica.
 
 A cultura clssico grega atingiu o apogeu aps a vitria da Grcia sobre a Prsia nas Guerras Mdicas. O sculo V a. C., considerado pelos helenistas a Idade do 
Ouro da civilizao grega, ficou conhecido tambm como o "sculo de Pricles". Nessa poca, o escravismo e a democracia forneceram as bases econmicas e polticas 
para o desenvolvimento da cultura clssica, cujo legado contribuiu para a formao da civilizao ocidental.
      
    A religio grega surgiu no perodo Homrico, com a fuso de cultos e divindades de origem indo-europia, cretense e oriental. A religio era politesta e antropomrfica, 
ou seja, os deuses eram numerosos e possuam forma humana. Alem dos deuses, existiam tambm os heris ou semideuses que, atravs dos mitos, dominavam a imaginao 
popular.


Os gregos possuam numerosos deuses com forma humana, da sua religio ser politesta antropomrfica. As principais divindades gregas formavam uma trilogia: ZEUS, 
era o rei dos deuses e senhor dos cus; POSIDON, rei do oceano e HADES, soberano do inferno. Existia, ainda, Apolo (deus do Sol), Afrodite (deusa do amor e da beleza), 
Dionsio (deus do vinho), Atena (deusa da sabedoria), Ares (deus da guerra), rtemis (deusa da caa e da natureza), Hermes (mensageiro dos deuses).

  O desenvolvimento artstico e literrio atingiu o seu apogeu durante o "sculo de Pricles", quando Atenas se tornou o centro cultural do mundo grego. Nas artes, 
as grandes realizaes foram na arquitetura e na escultura. Nas letras, os gregos desenvolveram principalmente a poesia e o teatro. A poesia produziu os gneros 
pico e lrico; o teatro criou o drama e a comdia. A arquitetura grega desenvolveu trs estilos: o drico, o jnico e o corntio. O drico, mais antigo, era simples 
e despojado; o jnico, leve e flexvel; o corntio, mais recente, complexo e rebuscado. A obra-prima da arquitetura grega foi o templo do Partenon, construdo na 
Acrpole de Atenas durante o governo de Pricles. Ficou clebre tambm o Templo de Zeus, em Olmpia. Na escultura, destacaram-se Fdias, Mron e Praxteles, Fdias 
(490-431 a. C.), o maior dos escultores gregos, decorou os frisos do Partenon e  esculpiu as esttuas da deusa Palas-Atena e o Zeus de Olmpia. Esta ltima  considerada 
uma das sete maravilhas do mundo. A obra mais famosa de Mron foi o discbolo. Praxteles ( 390 - 330 a. C.) esculpiu as esttuas de Hermes, Dioniso menino e Vnus 
de Cnido.  Homero, autor da Ilada e da Odissia, foi o maior dos poetas e'picos gregos; na poesia lrica, destacaram-se Pndaro, Safo e Anacreonte. O teatro grego 
surgiu no sculo VI a. C. e teve origem nas festas realizadas em homenagem a Dionsio, deus do vinho. No gnero do drama ou tragdia, destacaram-se squilo, Sfocles 
e Eurpides (480 - 406 a. C.)foi autor de Antgona, Electra e dipo-rei.

OS GRANDES FILSOFOS DO MUNDO GREGO ANTIGO 
Hipcrates de Cs (460 - 377 a.C.), considerado "pai da Medicina"; 
        Tales de Mileto e Pitgoras ( 570 - 496 a. c), desenvolveu a matemtica;
         Herdoto de Halicarnasso (484 - 425 a. C.), foi considerado o "pai da histria"; 
          Na oratria, destacaram-se Pricles e Demstenes (384 -322 a.C.).  Na filosofia, Tales de Mileto, Scrates, Plato e Aristteles.

O ASPECTO DA VIDA EM ATENAS 
A organizao social de Atenas foi conseqncia, em grande parte, de suas atividades econmicas, que se baseavam na agricultura, no artesanato e no comrcio martimo. 
Grosso modo, a sociedade ateniense dividia-se em trs classes: os cidados, os metecos e os escravos.


A HELENIZAO DO MUNDO ANTIGO POR ALEXANDRE O GRANDE, FILHO DE FELIPE DA MACEDNIA ocorreu quanto A cultura grega atingiu o seu apogeu no sculo V a. C., aps a 
vitria da Grcia sobre a Prsia, nas Guerras Mdicas. Essa poca de desenvolvimento cultural foi, tambm, a poca do apogeu da democracia escravista grega. A economia 
escravista e a democracia poltica criaram condies para as realizaes intelectuais do "Sculo de Pricles", considerado a Idade do Ouro das artes, letras, cincias 
e filosofia da Grcia Clssica. O particularismo poltico e a diversidade das cidades-estados no impediram que a Grcia desenvolvesse uma unidade cultural que cimentou 
a civilizao e o mundo gregos. Aps o domnio da Grcia pela Macednia , a conquista do Imprio Persa por Alexandre fez expandir a cultura grega para o Oriente. 
Depois, a conquista da Grcia por Roma levou  expanso da cultura grega para o Oriente, lanando os fundamentos da futura civilizao ocidental.

Alexandre no teve tempo de organizar seu imprio e montar um aparelho poltico-administrativo duradouro. Este imprio se estendia do Mar Mediterrneo ao rio Indo, 
e abrangia territrios da Europa, frica e Oriente. Verdadeiro mosaico de povos e culturas, o imprio comeou a desmoronar logo aps a morte de Alexandre.
        O desaparecimento do conquistador macednico e a inexistncia de um herdeiro para o trono mergulharam o imprio numa longa guerra civil. As lutas sucessrias, 
iniciadas pelos generais de Alexandre, conhecidos como didonos, continuaram com seus sucessores, chamados epgonos. Essas lutas prosseguiram at 280 a. C., quando 
se consumou a definitiva diviso do Imprio de Alexandre. Essa diviso deu origem aos trs reinos helensticos. O Egito ficou com Ptolomeu, sendo governado pela 
Dinastia Ptolomaica ou Lgida; a Macednia ficou com Antgono, governada pela Dinastia Antignia e a sia ficou com Seleuco, passando a ser governada pela Dinastia 
Selcida. 
        Na poca em que o imprio de Alexandre se dividia nos reinos helensticos, e estes se enfraqueciam em guerras contnuas, comeava no Ocidente a ascenso 
do poderio de Roma. Com a expanso romana para o Oriente, esses reinos foram sucessivamente conquistados e, em 30 a. C., com o domnio do Egito por Otvio, desapareceu 
o ltimo dos reinos helensticos. O Mediterrneo transformou-se ento no mare nostrum de Roma.

A ORIGEM DE ROMA 
No sculo VIII a. C., poca da fundao de Roma, a Itlia era habitada por diversos povos, Ao norte, na Glia cisalpina, os gauleses ocupavam a frtil plancie do 
ri P. O centro do pas era habitado lpelos etruscos e italiotas. Os etruscos ocupavam a regio da Toscana, situada entre os rios Arno e Tibre. Os italiotas habitavam 
a regio do Lcio e estavam divididos em diversos grupos: os mbrios, os samnitas, os sabinos e os latinos. O sul havia sido povoado pelos gregos e era conhecido 
como Magna Grcia. Os gregos haviam fundado ali as colnias de Sbaris, Crotona, Tarento e Npoles. Na ilha da Siclia existiam, tambm, as colnias gregas de Catnia, 
Agrigento e Sircusa.
        Roma foi fundada pelos latinos, que descendiam dos povos indo-europeus que, durante o segundo milnio antes de Cristo, haviam emigrado da estepe euro-asitica, 
atravessado a cordilheira dos Alpes e atingido a Itlia.
        Roma foi fundada por volta de 753 a. C., sobre as sete colinas situadas na margem esquerda do rio Tibre, a 25 km do mar Tirreno. Inicialmente uma pequena 
aldeia de pastores e, segundo alguns historiadores, local de refgio de bandidos e aventureiros das regies vizinhas, Roma transformou-se com o tempo, numa grande 
cidade e no sculo VI a. C., j possua cerca de 100 mil habitantes.

A HISTRIA DE ROMA SE DESENVOLVEU EM TRS FASES E REGIMES DE GOVERNO. A monarquia, a Repblica e o Imprio.

A sociedade Romana estava dividida em quatro classes principais: os patrcios, os plebeus, os clientes e os escravos. Os patrcios constituam a nobreza e , segundo 
a tradio, descendiam das primeiras famlias que habitaram Roma. Eram os aristocratas e grandes proprietrios rurais que, com a queda da Monarquia, dominaram as 
instituies polticas republicanas. Os plebeus formavam a maioria da populao e eram geralmente pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesos.
        Os clientes eram os no proprietrios que, para sobrevier, colocavam-se a servio de um patrcio, denominado patrono. O patrcio cedia ao cliente uma pequena 
gleba de terra, que poderia ser cultivada mediante o pagamento de uma renda anual. Os escravos eram pouco numerosos no incio da Repblica e no possuam, ainda, 
grande peso na sociedade e na economia romanas. O nmero e a importncia dos escravos sofreram um aumento gigantesco em conseqncia das guerras de expanso, quando 
as conquistas externas transformaram a economia romana num sistema de produo escravista.

A RELIGIO EM ROMA 
Durante o perodo inicial da repblica, a religio romana assumiu o carter que viria a conservar durante a maior parte da histria romana. Em vrios sentidos, essa 
religio assemelhava-se  dos gregos, em parte porque a religio etrusca tinha dvidas profundas para com a grega, e porque os romanos, por sua vez, haviam sido 
influenciados pelos etruscos. Tanto a religio grega como a romana salientavam o cumprimento de ritos a fim de ganhar benefcios dos deuses ou evitar que se irassem. 
Em ambas as religies, as divindades cumpriam funes semelhantes: Jpiter correspondia aproximadamente a Zeus, como deus do cu, Minerva a Atena, como deusa da 
sabedoria e padroeira dos ofcios, Vnus a Afrodite, como deusa do amor. Netuno a Posseidon, como deus do mar, e assim por diante. A religio romana, tal como a 
grega, no tinha sacramentos ou crenas em recompensas e punies numa vida futura. No entanto, havia tambm diferenas importantes. A religio romana era nitidamente 
mais poltica e menos humanstica em seus objetivos.

AS GUERRAS PNICAS 
O confronto romano-cartagins acabou se transformando numa disputa pela supremacia martimo-mercantil no mediterrneo Ocidental e se desdobrou nas trs Guerras Pnicas. 
Essas guerras chegaram ao fim com a total destruio de Cartago e o estabelecimento da supremacia de Roma no mar Mediterrneo.


AS CONSEQNCIAS DAS CONQUISTAS ROMANAS 
A conquista do Mediterrneo provocou, em Roma, grandes transformaes sociais e econmicas. As instituies polticas republicanas, implantadas antes das guerras 
de expanso, entraram em crise com a nova realidade scio-econmica criada pelas conquistas romanas. Essa crise poltica, agravada pela ecloso de novas lutas sociais, 
teve seu desfecho na substituio da Repblica pelo imprio.
        Uma das conseqncias das guerras de expanso foi8 a reduo de imensos contingentes de prisioneiros de guerra  condio de escravos e a sua utilizao 
como mo-de-obra na economia romana. A transformao de uma economia baseada principalmente na pequena propriedade agrria e no trabalho livre num sistema escravista 
de produo provocou a runa dos camponeses, a concentrao da terra nas mos da aristocracia e o surgimento de uma grande massa de desempregados que migrou dos 
campos para as cidades. O xodo rural,  produzido pela expanso da economia escravista, foi de tal ordem que no sculo  I a. C. existiam  somente em Roma mais de 
200 mil desempregados. 
        A conquista do Mediterrneo abriu novos mercados  economia romana, criando condies para um grande desenvolvimento da manufatura e do comrcio. A conseqncia 
dessa prosperidade econmica foi a formao de uma nova classe de comerciantes e militares que se enriqueceram com as guerras: os "homens novos" ou cavaleiros. Essa 
nova classe emergente possua, entretanto, reduzida participao poltica no regime republicano, cujos cargos eram controlados principalmente pela aristocracia.

A CRISE DA REPBLICA ROMANA 
Foi a rebelio de Sertrio, a insurreio de Esprtaco e a conjurao de Catilina, a luta entre os trinviros, a ditadura vitalcia de Julio Csar, a oposio da 
aristocracia e a conspirao do Senado.

REFORMA SOCIAL E REFORMA MILITAR EM ROMA 
Foram as realizaes feitas pelos irmos Tibrio e Caio Graco; as leis agrrias, frumentrias e judicirias. As reformas propostas por Tibrio e Caio Graco esbarraram 
na oposio dos grandes proprietrios rurais e este suicidou e aquele foi assassinado com mais de 500 proprietrios.

AS GUERRAS CIVIS ROMANAS 
O fracasso das reformas propostas por Tibrio e Caio Graco agravou ainda mais a crise da Repblica e mergulhou Roma numa sangrenta guerra civil, abrindo caminho 
para as ditaduras militares dos generais Mrio e Sila. Mrio, "homem novo", ligado aos cavaleiros e ao partido popular. Sila, aristocrata, ligado  nobreza e ao 
senado.

JULIO CSAR, NOMEADO DITADOR VITALCIO DE ROMAR- 
Em 48 a. C., Csar derrotou Pompeu na batalha de Farslia, mas este refugiou-se no Egito, onde foi morto logo aps o desembarque. Csar chegou logo depois ao pas 
e, interferindo numa disputa dinstica, apoiou a ascenso de Clepatra ao trono, transformando o Egito num protetorado de Roma. Em seguida, partiu para a sia onde 
venceu Farnaces, rei do Ponto, e incorporou os territrios orientais aos domnios de Roma. Em 46 a. C., venceu os ltimos partidrios de Pompeu, na frica e na Espanha. 
Em 45 a. C., Csar tornou-se ditador vitalcio, reorganizou o senado e realizou reformas em benefcio dos cavaleiros e das camadas populares. As reformas de Csar 
esbarraram na oposio da aristocracia, atingida em seus privilgios polticos e econmicos. Em 44 a. C., uma conspirao do senado culminou com o assassinato de 
Csar, sob acusao de pretender substituir a Repblica pelo Imprio. O nome de Csar transformou-se, posteriormente, no ttulo que designaria os imperadores romanos.

 FIM DA REPBLICA ?
Os partidrios de Csar conseguiram, a despeito de sua morte, neutralizar a conspirao do senado. Em 43 a. C., Marco Antnio, general romano, Otvio, Sobrinho de 
Csar, e Lpido, comandante da cavalaria, assumiram o poder e com o apoio do exrcito implantaram, em Roma, o segundo Triunvirato. Um ano depois, Brutus e Cassius, 
lderes da conspirao senatorial, foram derrotados na Grcia na batalha de Filipos. O poder foi dividido entre os triviros: Otvio ficou com a Europa, Marco Antnio 
com a sia e Lpido com a frica.
           Seguiu-se uma luta entre os triviros, na qual Lpido foi afastado e o poder novamente dividido entre Otvio, que ficou com o Ocidente e a Itlia, e Marco 
Antnio, a quem coube o Oriente e o Egito. A luta final pelo poder ocorreu em 31 a. C., quando Otvio venceu Marco Antnio na batalha de cio. Em 30 a. C., aps 
o suicdio de Marco Antnio e Clepatra, Otrio conquistou o Egito, que foi transformado em provncia romana. Com a concentrao do poder nas mos de Otvio terminava 
a Repblica e comeava o imprio.

 AUGUSTO FOI O PRIMEIRO DOS CSARES, FUNDADOR DO IMPRIO 
Porque recebeu do Senado o ttulo de prncipe "o primeiro", ficando seu governo conhecido como principado. Todo poder se concentrou em Otvio. Recebendo tambm os 
ttulos, tribuno da plebe, sumo pontfice e augusto, at ento reservado aos deuses. Em 10 a. C., o de "o de pai da Ptria". 


O APOGEU DA ROMA IMPERIAL 
A dinastia Antonina, de 96 a 93 a. c., fortaleceu ainda mais o poder imperial, mas seus soberanos, ainda que governados despoticamente, adotaram uma atitude conciliatria 
em relao ao senado. Com os Antoninos, o princpio de hereditariedade foi substitudo pelo princpio de adoo no processo de sucesso ao trono. Roma jamais voltou 
a conhecer um perodo de esplendor com este, que caracterizou o governo da dinastia Antonina.

AS TRS DINASTIAS QUE SUCEDERAM AUGUSTO AT O FIM DO SCULO II d.C , E SEUS IMPERADORES 
Dinastia Julio-Claudiana, Flvia e Antonina.
        Dinastia Julio-Claudiana - Imperadores: Tibrio, Calgula, Cludio e Nero;
        Dinastia Flvia - Imperadores: Vespasiano, Tito e Domiciano;
        Dinastia Antonina - Imperadores: Nerva, Trajano, Adriano, Antonio Pio Marco Aurlio e Cmodo.


O INCIO DO CRISTIANISMO NA JUDIA, SEGUNDO A VISO DE ROMA 
No incio do Alto Imprio surgiu no oriente, na palestina, uma nova religio monotesta: O Cristianismo. A Palestina habitada pelos judeus, era um domnio do imprio 
Romano. O Cristianismo se originou de outra religio monotesta, o judasmo, sob a influncia da crena judaica na vinda do Messias. Os Cristos, ao contrrio da 
maioria dos judeus, acreditavam que o Messias anunciado pelos profetas j havia chegado  terra e seu nome era Jesus.

JESUS PARA O IMPRIO ROMANO E POR QUE FOI JULGADO ?
  Jesus, tambm chamado Cristo (em grego Messias), foi praticamente desconhecido em sua poca. O que se sabe sobre ele est contido no Novo Testamento, a Segunda 
parte da Bblia, onde os evangelhos narram sua vida, paixo e morte. Os evangelhos foram escritos por quatro apstolos - Mateus, Marcos, Lucas e Joo - entre 70 
e 90 da E.C., segundo eles Jesus nasceu na cidade de Belm, situada na Judia, prxima de Jerusalm, durante o principado de Augusto. Sua juventude transcorreu na 
cidade de Nazar, na regio da Galilia. Jesus iniciou suas pregaes religiosas aos 30 anos, no governo de Tibrio. Ao cabo de trs anos, aps reunir um pequeno 
grupo de discpulos, foi preso, julgado e condenado  morte, tendo sido crucificado no monte calvrio.


O DECLNIO DO IMPRIO ROMANO 
A morte do imperador Alexandre Severo, em 235, mergulhou o Imprio Romano na anarquia militar que se prolongou por meio sculo e s chegou ao fim em 284, com a ascenso 
ao trono de Diocleciano, fundador da Dinastia Ilria. Nessa poca, os generais, apoiados por seus exrcitos, se sucediam no trono e acabaram sendo mortos, aps curtos 
perodos de governo. Enquanto isso, as crises internas e externas se agravavam e aceleravam o declnio do Imprio Romano.

AS TENTTATIVAS PARA POR FIM S CRISES NO IMPRIO ROMANO DURANTE: DIOCLECIANO (284-305) e CONSTANTINO (324-337).
Em 284, a ascenso do imperador Diocleciano colocou fim  anarquia militar e inaugurou o reinado da dinastia Ilria, em cujo governo ocorreu a ltima tentativa de 
restaurao do antigo poderio do imprio Romano. Os imperadores Ilrios levaram o despotismo imperial ao apogeu, reduziram  o senado a um papel decorativo, transferiram 
a capital para o oriente oficializaram o cristianismo e levaram o efetivo do exrcito para 900 mil homens.


A GUERRA DO IMPRIO ROMANO NO OCIDENTE PELOS GERMNICOS 
  Os povos germnicos, descendentes dos indo-europeus ou arianos, habitavam os territrios da Europa Centro-Oriental situados a leste do Reno e Danbio. Nmades 
e pastores, com uma organizao social comunitria, esses povos estavam agrupados em federaes guerreiras entre as quais se destacavam os visigodos, os ostrogodos, 
os burgndios, os alamanos, os francos, os vndalos, os hrulos, os justos, os anglos e os saxes. Desde o sculo III, as tribos germnicas haviam iniciado uma invaso 
pacfica das reas fronteirias do imprio e Roma consentira na ocupao de inmeros territrios, transformando-os em aliados e federados.
             No sculo V, a invaso da Europa Oriental pelos hunos, tribos nmade-pastoris originrias da Monglia, precipitou a invaso germnica ao imprio Romano 
nas fronteiras do Danbio. Sob a forte presso dos hunos, as tribos germnicas, por sua vez, desencadearam a invaso violento do imprio. O imprio Romano do Oriente, 
que sofria a crise com menos intensidade e possua uma melhor organizao poltico-administrativa, conseguiu repelir as invases germnicas e sobreviver como Estado 
unificado. Abrangendo os territrios da Pennsula Balcnica, da sia Ocidental e do Egito, O Imprio do Oriente deu origem, durante a Idade Mdia, ao Imprio Bizantino, 
que sobreviveu por mais um milnio e s chegou ao fim em 1453, com a conquista da Constantinopla pelos turcos otomanos.
            O Imprio Romano do Ocidente, enfraquecido por uma crise mais aguda, foi destrudo pelas invases germnicas sob o impacto das invases, esse imprio 
se fragmentou e seus territrios foram ocupados por diversos povos germnicos, que neles fundaram os Reinos Brbaros da Idade Mdia. Na Itlia, surgiu o reino dos 
ostrogodos; na Glia, o reino dos francos; na Espanha, o reino dos visigodos; na Inglaterra, os reinos anglo-saxes e, no norte da frica, o reino dos vndalos. 
               Em 476, Odoacro, rei dos hrulos, realizou a deposio de Rmulo Augstulo, considerado o ltimo imperador dos romanos. Essa data assinalou oficialmente 
a queda do Imprio Romano, o fim da Idade Antiga e o comeo da Idade Mdia.

 A HERANA QUE AINDA TRAZEMOS DE ROMA.
A Grcia legou ao Ocidente a filosofia, a cincia e a democracia. Roma foi a herdeira da cultura grega e sua transmissora ao mundo ocidental. Alm do papel de intermediria 
entre a Grcia e o Ocidente, Roma tambm nos transmitiu um legado cultural prprio, atravs de trs grandes contribuies: o Direito Romano, a literatura e a lngua 
latinas e o Cristianismo. Essa herana sobreviveu  destruio do imprio Romano e se tornou patrimnio de nossa civilizao.





       Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus 
                                   no Brasil
  
               PROVA DE HISTRIA ANTIGA

Nome do aluno: ______________________________
Matricula n __________data da prova ____________


1 - Qual a Importncia do Rio Nilo para a Histria Antiga ?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
2 - Qual  a Evoluo da Histria do Egito ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
3 - Como era o periodo Pr-Dinstico ( 4000 - 3200  A.C. ) ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
4 - Como era o antigo Imprio (3200 - 2300  A.C. ) ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
5 - Como era o Mdio Imprio  ( 2100 - 1780  A.C. ) ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
6 - Em que ano foi o Renascimento SAITA ?
R._____________________________________________________
7 - Como era a Economia, A Sociedade e Cultura Egpcia ?
R._____________________________________________________
   _____________________________________________________
8 - Qual era o modo Religioso dos Egpcios ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________

9 - Qual era a Importncia dos Rios Tigre e Eufrates para a Histria Antiga ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
10 - Qual era as diversas Civilizaes da Mesopotmia ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
11 - Como era a Religio na Mesopotmia ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
12 - Como era a Formao e Organizao do Imprio Persa ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
13 - Como era a Cultura Persa ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
14 - Como era a Evoluo histrica dos Hebreus ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
15 - Qual era os Nomes das Tribos dos Hebreus ?
R._____________________________________________________
   _____________________________________________________
   _____________________________________________________



Nome do Aluno:________________________________________
Matricula n_____________ data da Prova___________________
